sábado, 27 de fevereiro de 2016

Clima de nostalgia conduz episódios de Fuller House e faz série funcionar em 2016

O elenco de Fuller House...
Sempre que uma série de sucesso termina, é comum que os fãs já comecem a pedir ou especular sobre a reunião dos personagens que, durante anos, foram responsáveis por bons momentos de diversão. "Full House" ou, como é mais conhecida no Brasil, "Três é Demais" ocupou esse lugar de popularidade nos anos 90 e divertiu por oito temporadas. Agora, sabendo se aproveitar do clima de nostalgia e do burburinho que isso provocaria, o serviço de streaming Netflix estreou, nesta sexta-feira (26), "Fuller House", série derivada da antiga que resgata os clássicos personagens.
Com 13 episódios produzidos, todos disponibilizados ao mesmo tempo, "Fuller House" coloca os antigos protagonistas em segundo plano. Assim, Danny Tanner (Bob Saget), Jesse (John Stamos) e Joey (Dave Coulier) começa a série conduzindo suas vidas para longe de São Francisco. Com a mudança deles, que voltam em participações especial ao longo da temporada, a casa passa a abrigar D.J. (Candace Cameron Bure), que ficou viúva, e seus três filhos, Jackson (Michael Campion), Max (Elias Harger) e Tommy (os gêmeos Dashiell e Fox Messitt).
Para enfrentar a nova vida de mãe solteira, D.J. recebe a ajuda da irmã do meio, Stephanie (Jodie Sweetin), e da melhor amiga Kimmy (Andrea Barber), que, separada do marido, se muda para lá ao lado da filha, Ramona (Soni Bringas). Ao longo dos episódios, as três protagonistas assumem as funções do antigo trio. Para completar o clima de revival, também voltam, para pontuais participações, Becky (Lori Loughlin), Steve (Scott Weinger), os gêmeos Nick e Alex (Black e Dylan Tuomy-Wilhoit) e, até mesmo, uma nova versão de Cometa, o cachorro da família. 
... e o elenco de Full House nos anos 90
Os mais atentos devem estar se perguntando: onde está Michelle, a hilária garotinha que, nos anos 90, era interpretada pelas gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen? Bom, elas não aceitaram voltar para reviver a personagem. A ausência, inclusive, rende algumas das melhores piadas da série, que tiram sarro da escolha das irmãs Olsen por deixarem de atuar para se dedicarem ao mundo da moda.
Para curtir "Fuller House", é necessário entender que os novos episódios são conduzidos por um ingrediente: nostalgia. As referências ao passado são fundamentais para a história e a graça das piadas, já que estabelecem um contato afetivo entre os personagens e o espectador. Seguindo a linha clássica da produção original, concebida em formato de sitcom, muito popular nos anos 90 e em desuso nos dias de hoje, "Fuller House" só funciona graças a essa forte e essencial conexão com as oito temporadas anteriores.
Um detalhe importante, caso você decida se aventurar pelos episódios de "Fuller House": não espere um roteiro complexo ou que a série seja uma inovação da comédia. Sem grandes situações, de fácil entendimento e recheadas de clichês, as piadas funcionam como um entretenimento leve e despretensioso, ideal para passar um tempo livre. Daí o motivo pelo qual o clima de nostalgia é tão importante para a volta desses personagens.
"Fuller House" parece uma série deslocada no tempo, mas funciona em 2016 por conta da relação afetiva estabelecida entre a série e os espectadores da antiga produção. Não vá com "sede ao pote" ao Netflix e espere uma comédia inteligente e revolucionária. Assista aos episódios se deixando levar pelo sentimento de nostalgia que a série impõe. Se seguir esse conselho, uma despretensiosa e até boba diversão está garantida. 

Em tempo: Preste atenção em Elias Harger, que interpreta Max, o filho do meio de D.J. O menino é um fenômeno da comédia e do carisma. 

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