domingo, 11 de outubro de 2015

Novo recomeço é ponto de partida para a sétima temporada de The Good Wife

Alicia Florrick (Julianna Margulies) talvez seja a personagem da televisão que mais vezes recomeçou sua vida da estaca zero. Foi traída pelo marido, deixou de ser apenas uma "boa esposa", recomeçou a carreira de advogada, construiu reputação em uma firma renomada, saiu desse emprego, começou um escritório próprio, deixou tudo para trás para tentar uma carreira como procuradora, ganhou a eleição para o cargo, foi obrigada a renunciar por conta de fraudes nos votos e perdeu seu lugar na firma que ajudou a erguer. Agora, no início da sétima temporada, a advogada, modestamente, tentar recomeçar a carreira.
No primeiro episódio do novo ano, exibido na semana passada, Alicia tenta voltar à ativa. Para isso, decide procurar casos menores, que envolvem motoristas embriagados e traficantes de drogas. Sua fama e posição, já que ela ainda é a esposa do governador, tornam a tarefa mais difícil, uma vez que o juiz dos casos não acredita que ela precisa, de fato, estar ali. Paralelo a isso, Alicia consegue uma causa maior: ajudar em uma complexa disputa por uma herança. O caso, no entanto, fará com que ela fique frente a frente com Diane (Christine Baranski) e David Lee (Zach Grenier), seus antigos sócios.
A política continua sendo um ponto forte da trama de "The Good Wife" e promete ganhar um bom reforço nesta temporada. Sonhando com uma indicação para concorrer à vice-presidência, pelo partido Democrata, Peter Florrick (Chris Noth) aposta na contratação de Ruth Eastman (Margo Martindale), uma concorrida gerente de campanha. A presença dessa profissional na equipe faz com que Eli Gold (Alan Cumming), seu fiel companheiro, perca sua posição. Mas Gold, que não é nenhum amador, vai saber dar um jeito de se fazer presente.
O início da nova temporada começa, ainda, a "pincelar" novos conflitos para Cary Agos (Matt Czuchry), que parece insatisfeito com sua posição de sócio da firma de direito e, também, do caminho que a administração da empresa está tomando.
Com perdas importante no elenco nos últimos anos, é bom ver que "The Good Wife" não ficou desestabilizada. Isso só é possível porque a série possui uma história e um roteiro muito bons, que conseguem manter os olhos do públicos vidrados. A boa construção dos personagens é a "cereja do bolo" da produção, o que faz com que lamentemos a saída de personagens, como Kalinda (Archie Panjabi) e Will (Josh Charles), mas continuemos interessados nas tramas de quem ficou.
Além do excelente trabalho do elenco principal, com destaques (sempre) merecidos para Julianna Margulies, Christine Baranski e Alan Cumming, nesta temporada, ainda podemos contar com o trabalho de Margo Martindale, que é excelente atriz e já chegou mostrando que sua personagem pode render bons conflitos. A ótima participação de Michael J. Fox promete voltar a ser constante, também, neste sexto ano.
Há sete anos, "The Good Wife" prova que é sinônimo de boa história e personagens interessantes, não importando quantas mudanças serão necessárias na vida de Alicia Florrick. Que permaneça assim pelo tempo que os produtores acharem que a rotina da protagonista ainda é capaz de render bons momentos para o público.  

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