segunda-feira, 16 de maio de 2016

Conflito de personalidade e história clássica encerram quinta temporada de Once Upon A Time

Desde o começo, "Once Upon A Time" se mostrou um bom entretenimento por ter uma proposta interessante: transformar fábulas e histórias clássicas da infância, a partir de uma nova abordagem e personagens com mais "camadas". Construindo bem as personalidades dos protagonistas, a série chega a um momento interessante neste fim da quinta temporada, que foi ao ar no domingo (15), nos Estados Unidos, com a já tradicional exibição de um especial de duas horas.
Depois de explorar o lado sombrio de Emma (Jennifer Morrison), na primeira metade da temporada, "Once Upon A Time" direciona sua história para os conflitos de personalidade de Regina (Lana Parrilla), que enfrenta mais um drama na vida. Depois da morte de Robin (Sean Maguire), Regina começa a questionar suas escolhas, que a tornaram mais humana e distante de seu lado de Rainha Má. A volta de Gancho (Colin O´Donoghue) do submundo e a felicidade de Emma com a volta do amado provocam revolta em Regina, que teme, ainda, que sua nova personalidade não possa impedir o sofrimento dos amigos.
Os conflitos entre Regina e Emma, no entanto, precisam ser deixados de lado quando um novo plano de Rumplestiltskin (Robert Carlyle) para aumentar seu poder ameaça Storybrooke. Para impedir que a magia possa fazer mal aos outros, Henry (Jared Gilmore) rouba o Cristal do Olimpo, que concentra toda a mágica da cidade, e o leva para Nova York, com a intenção de destruir todos os poderes. O garoto não imagina, porém, que sua atitude pode fazer a cidade desaparecer do mapa. Por conta disso, Emma, Regina e Rumplestiltskin partem para impedir o jovem de executar o plano.
Enquanto isso, considerando que Henry pode ter sucesso na empreitada, Mary Margaret (Ginnifer Goodwin), David (Josh Dallas), Gancho e Zelena (Rebecca Mader) tratam de abrir um portal para enviar todos de volta para seus mundos. Algo acaba dando errado e eles são tragados para um lugar desconhecido, uma terra de histórias não contadas. Somos, então, apresentados à história que guiará a próxima temporada: "O Médico e o Monstro". Ali, o Dr. Jekyll (Hank Harris) luta para se separar de seu lado mau, representado pela figura de Mr. Hyde (Sam Witwer), personagem que mostra ter assuntos inacabados com Rumplestiltskin e que deseja ir para Storybrooke para conquistar uma nova terra.
O Médico e o Monstro
Enquanto isso acontece, em Nova York, Henry acaba descobrindo uma forma de destruir a magia, mas descobre que isso poderá prender o resto de sua família no mundo das histórias não contadas. Para tentar reverter o que foi feito, ele apela para a crença das pessoas comuns para trazê-los de volta. Com tudo resolvido, Regina acaba sendo apresentada à possibilidade de utilizar a fórmula do Dr. Jekyll para separá-la de seu lado de Rainha Má, mesmo plano utilizado para separar o inventor do método de Mr. Hyde.
Além da criatividade com que as fábulas infantis são retratadas, "Once Upon A Time" se torna uma série divertida de acompanhar pela forma como os produtores e roteiristas escolhem abordar os personagens. O principal exemplo disso é Regina, sempre em conflito com seu lado ruim, abafado pelas amizades e escolhas feitas por ela. Acrescentando profundidade, a história ganha novos contornos a partir de tipos menos maniqueístas e "rasos", que vão além do que já é conhecido. A mesma abordagem também pode ser vista em Emma, Zelena e Rumplestiltskin.
Chama atenção neste fim de temporada a escolha da nova história que servirá como fio condutor da primeira metade do próximo ano da série. A opção por "O Médico e o Monstro" foge do óbvio e traz um "alívio" à produção, que deixa um pouco para trás o universo Disney. Ao mesmo tempo, a decisão de trazer de volta ao enredo a Rainha Má, lado mau de Regina, agora separado dela, deixa em aberto a possibilidade interessante de novos conflitos, que contribuam, inclusive, com as questões de personalidade da personagem.
"Once Upon A Time" não é uma das grandes séries da TV e nem se destaca por ser revolucionária para o gênero. Mas, a proposta de bom divertimento, amparada por tramas eficientes e personagens interessantes, é cumprida de forma satisfatória. Resta esperar até setembro para saber se "O Médico e o Monstro" e a volta da Rainha Má vão continuar entretendo o espectador. 


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