sexta-feira, 15 de maio de 2015

Fórmula eficiente ainda garante bons momentos em Chicago Fire

Algumas séries conseguem sobreviver na televisão seguindo, com o passar dos anos, uma fórmula  básica, mas muito eficiente. Esse é visivelmente o caso de "Chicago Fire", já no ar há três anos e que continua agradando com uma narrativa contada sem grandes inovações e um elenco coeso, que, equacionados, garantiram mais uma temporada à produção.
No final da terceira temporada, que foi ao ar na última terça-feira (12), o Batalhão 51 enfrenta problemas entre seus bombeiros, o que dividiu os integrantes do Esquadrão e do Caminhão. O conflito começou depois que Otis (Yuri Sardarov) percebeu que Rice (Warren Christie) tinha fugido de um atendimento. Duvidando da conduta do amigo de infância, Severide (Taylor Kinney) confronta Otis e os outros bombeiros comandados por Casey (Jesse Spencer).
Quando finalmente começa a desconfiar de Rice, Severide vai averiguar o álibi do amigo e acaba descobrindo que Otis dizia a verdade. Tentando justificar a conduta, Rice implora para que Severide mantenha seu lugar no Esquadrão, sem sucesso. A vaga, no entanto, logo é preenchida por Cruz (Joe Minoso), que deixa o Caminhão para se juntar ao Esquadrão de Severide.
Com os problemas resolvidos, o Batalhão 51 volta à sua rotina de atendimentos e são chamados para conter um incêndio de grandes proporções. O fogo deixa Severide e Dawson (Monica Raymund) presos no prédio, sem a possibilidade de serem salvos pelos companheiros. O chefe Boden (Eamonn Walker), então, enfrenta o perigo e tenta livrar os comandados do incêndio.
Fora do turno, Casey é chamado pela polícia de Chicago para se infiltrar em um clube de strip tease e investigar o envolvimento do proprietário com tráfico de mulheres. A ação, no entanto, é descoberta pelo alvo, que decide se vingar do bombeiro e encontra uma maneira de incriminá-lo.
Intercalando casos pontuais com os dramas dos personagens centrais, "Chicago Fire" consegue manter o espectador atento, mesmo sem fugir dessa fórmula básica. A história simples e sem grandes inovações narrativas mostra-se muito eficiente, também ajudada pelas sequências de ação, muitas vezes inusitadas. Outra qualidade da série é o elenco entrosado e muito coeso, que garante interpretações convincentes e carisma aos personagens.
Pode-se dizer, de maneira não pejorativa, que "Chicago Fire" é uma série mediana, que conta uma história boa, com personagens carismáticos e sequências de ação que prendem a atenção do público. Não é nenhum demérito que a produção leve ao público uma proposta que segue uma fórmula básica, sem inovações ou pretensões de ser "a melhor". Ela cumpre um papel muito digno na televisão: proporciona entretenimento, coisa que muitas até tentam, mas não conseguem. Aguardo com entusiasmo a chegada da quarta temporada, no segundo semestre, com mais casos interessantes e incêndios impactantes para os bombeiros de Chicago. 

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