terça-feira, 23 de setembro de 2014

Mudança brusca nos rumos da história não altera qualidade de The Good Wife

Quando ouvimos falar das séries da televisão norte-americana que são consideradas excelentes, nomes como "Breaking Bad", "Game Of Thrones", "Mad Men" e outras surgem com muita facilidade. No entanto, muitas vezes, algumas séries primorosas, que cumprem bem seus papéis nas grades de programação e junto ao público, são um pouco esquecidas, mas merecem sempre serem "trazidas à luz". No ar há seis anos e, desde o primeiro episódio, mostrando suas qualidades, "The Good Wife" reestreou, no último domingo (21), nos Estados Unidos, com um novo desafio, que parece estar sendo cumprido com êxito.
No início da sexta temporada, "The Good Wife" ainda constrói o cenário após a morte do protagonista Will Gardner (Josh Charles), o grande amor da protagonista Alicia Florrick (Julianna Margulies). O assassinato do advogado provocou uma disputa pelo poder no escritório Lockhart-Gardner, especialmente após a chegada do novo sócio, o inescrupuloso Louis Canning (Michael J. Fox). Unido ao advogado David Lee (Zach Grenier), Canning tenta medir forças com Diane Lockhart (Christine Baranski), que está de saída para a firma aberta por Alicia.
Todo o primeiro episódio da nova temporada, aliás, é centrado na fusão do escritório Florrick-Agos com os clientes de Diane. Só que a inesperada prisão de Cary (Matt Czuchry), acusado de conspirar para beneficiar um poderoso traficante, pode prejudicar a reputação dessa empreitada. Além disso, Alicia precisa reunir recursos entre os sócios para tentar pagar a fiança de Cary, determinada pelo promotor Finn Polmar (Matthew Goode), que parece estar se direcionando para ser o novo par da protagonista na série.
Para terminar, a carreira de Alicia pode ser responsável por uma nova guinada na trama. Isso porque Eli Gold (Alan Cumming) quer lançar o nome da "boa esposa" para concorrer ao cargo de Procuradora do Estado, para desgosto do governador Peter Florrick (Chris Noth), marido de Alicia.
Depois da morte do protagonista, foi grande a expectativa para saber quais seriam os rumos da história de "The Good Wife". Alguns episódios depois do desfecho, já dá para elogiar a habilidade dos criadores e roteiristas em conduzir os acontecimentos. A série não perdeu a qualidade e a capacidade de surpreender. Os casos jurídicos que rondam as histórias centrais continuam bem elaborados e são "a cereja do bolo" da série.
Elogiar as atuações já ficou redundante, mas é sempre merecido. Julianna Margulies, impecável como sempre, justifica o Emmy de melhor atriz que recebeu pela última temporada. O protagonismo de Alicia é amparado por excelentes interpretações de Christine Baranski, Michael J. Fox, Zach Grenier e Archie Panjabi.
A mudança brusca sofrida pela história, com a saída do protagonista, poderia ter deixado uma lacuna na série, mas a qualidade do trabalho dos roteiristas não permitiu que isso acontecesse. "The Good Wife" tem pela frente uma temporada repleta de intrigas, processos e política. Isso significa que a série, mesmo depois de seis anos, está em sua melhor forma e merece ser lembrada como um dos excelentes produtos da televisão atual.

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