sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Rotina de bombeiros ainda rende bons momentos em Chicago Fire

A maior parte das séries médicas e policiais da televisão possuem histórias centrais que são cercadas por tramas secundárias, que, por sua vez, são focadas em casos cíclicos, resolvidos em um ou alguns episódios. Ao retratar a rotina dos bombeiros do Batalhão 51, "Chicago Fire" conquista seu espaço na televisão apostando nesse formato e produzindo um bom entretenimento. 
Na estreia da terceira temporada, que ocorreu na última terça-feira (23), nos Estados Unidos, o batalhão de Chicago é chamado para atender uma ocorrência em um prédio abandonado, justo no dia do casamento do chefe Boden (Eamonn Walker). Ao chegar ao local, todos os componentes da brigada entram no prédio, ficando apenas Boden do lado de fora. Todos são surpreendidos, então, com a explosão do edifício, que acaba matando a paramédica Shay (Lauren German).
Seis semanas depois da tragédia, o Batalhão 51 volta para sua rotina, mas não sem ser influenciado pela morte de Shay. Dawson (Monica Raymund), companheira da paramédica, é uma das afetadas e adia uma saída para assumir o posto de bombeira em outra brigada. Ali, ela precisa lidar com a falta da amiga e a chegada de uma nova profissional para ocupar o posto.
Quem também sofre com o trauma de perder Shay é Severide (Taylor Kinney), que se afasta do batalhão e se esconde do trabalho na corporação para não enfrentar as lembranças da amiga. Em meio às ocorrências do plantão de trabalho, que envolvem um incêndio em uma residência e um acidente de carro, os bombeiros ainda enfrentam a concorrência de uma brigada rival, a mesma para qual
Dawson será designada, o que desagrada Casey (Jesse Spencer).
No ar há três anos e apostando na ação e na adrenalina das ocorrências dos bombeiros, "Chicago Fire" é daquelas séries que não são sofisticadas ou complexas, mas que conseguem prender a atenção do espectador. As histórias, muito focadas em emoção e no realismo, são bem elaboradas e costumam construir temporadas interessantes.
O recurso utilizado neste início de temporada, com a morte de Shay, sempre provoca mexidas importantes nos rumos da trama, criando mais conflitos entre os personagens, que continuam bem defendidos pelo elenco.
"Chicago Fire" firma seu lugar na televisão com um bom drama sobre a rotina de bombeiros. É claro que o seriado está longe das superproduções criadas para a telinha, mas cumpre bem a função de entreter, com ganchos que deixam o espectador curioso pela próxima ocorrência do Batalhão 51.

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