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"Adeus Velho Chico, diz o povo nas margens"

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Os amores impossíveis, causados pela guerra entre famílias rivais, são recorrentes na literatura e nas telenovelas. De Shakespeare aos dias atuais, passando por diversas fases e estilos, eles estão presentes. Mas, nenhum deles foi como Santo (Domingos Montagner) e Teresa (Camila Pitanga). Os coronéis que dominam os mais carentes e controlam a política de suas regiões também aparecem vez ou outra, mas nenhum é como Afrânio de Sá Ribeiro (Antonio Fagundes). O místico e o lúdico costumam despertar a curiosidade do público, mas nunca foram tão poéticos como os mistérios que guardam o rio São Francisco. Tudo isso foi para dizer que "Velho Chico", novela que teve o último capítulo exibido nesta sexta-feira (30), é muito especial. A trama de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi chamou atenção desde o início, para aqueles que se dispuseram a uma proposta diferente de novela. Fora do convencional desde o primeiro capítulo, "Velho Chico" apostou na poesia e na reflexão p...

Velho Chico eleva padrão do gênero e se firma como um grande folhetim da TV

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Divulgação/TV Globo Foram, no mínimo, impecáveis os últimos capítulos de "Velho Chico", novela de Benedito Ruy Barbosa com direção de Luiz Fernando Carvalho. De fato, o adjetivo "impecável" é um dos mais recorrentes para classificar a atual trama das 21 horas da TV Globo que, é bem verdade, não conquistou definitivamente as atenções do público do horário e, já passada mais da metade de sua duração, dificilmente o fará.  Repleta de clichês folhetinescos, "Velho Chico" consegue, mesmo utilizando ganchos e tramas recorrentes do gênero, cativar pelo belo tratamento dado ao produto. O texto de Barbosa é um dos mais ricos da trajetória do autor na televisão e não são raros os capítulos que não tenham, pelo menos, um diálogo marcante ou emocionante. Soma-se a isso a postura do diretor artístico da trama, que sempre trabalha como um co-criador e imprime sua estética caprichosa, fugindo da tradicional função de apenas cumprir o que diz o texto. Desde o i...

Primeira fase de "Velho Chico" privilegia qualidade do texto e estética marcante de diretor

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Divulgação/TV Globo Durante algum tempo, convencionou-se que o horário das 21 horas, considerado nobre nas grades das televisões, seria reservado exclusivamente, na TV Globo, para novelas urbanas. A decisão trouxe produtos destinados a retratar, entre outros assuntos, a ascensão das classes mais humildes e a violência cada vez mais presente nos grandes centros. Para "sacudir" e horário e tentar estancar a fuga de público do gênero, a emissora carioca voltou ao universo lúdico e rural do interior do Brasil e exibe "Velho Chico", trama de Benedito Ruy Barbosa que inicia uma nova fase na segunda-feira (11). Nos primeiros 24 capítulos, que formaram a primeira fase do folhetim, o público foi convidado a acompanhar um enredo sustentado pela clássica disputa entre famílias inimigas, consagrada há tempos por William Shakespeare em "Romeu e Julieta". Aqui, no entanto, o cenário é o interior do Nordeste brasileiro, às margens do Rio São Francisco, referência ...

"Meu Pedacinho de Chão" é a prova de que a televisão pode e deve arriscar

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Em tempos em que se discutem os caminhos que a novela deve tomar para manter-se atual e agradando o público, Benedito Ruy Barbosa e Luiz Fernando Carvalho, respectivamente autor e diretor de "Meu Pedacinho de Chão", folhetim das seis que terminou na sexta-feira (1), na TV Globo, mostraram que o gênero pode apresentado ao público de uma maneira incomum, inspiradora e extremamente bela, apontando que ainda há formas e histórias a serem exploradas pela telenovela. Abordando temas como política, alfabetização, saúde e cultivo da terra na área rural de um Brasil estilizado, "Meu Pedacinho de Chão" centrou-se na história do menino Serelepe (Tomás Sampaio), que chega à vila de Santa Fé "sem eira nem beira" e passa a viver nas ruas. O garoto conhece Pituca (Geytsa Garcia) e ambos tornam-se amigos. Só que o menino "levado" é perseguido pelo prefeito da cidade das Antas (Ricardo Blat), o que o faz viver fugindo pela região. A proximidade com Pituca fa...

"O Rei do Gado" completa 15 anos da primeira exibição

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O horário nobre da TV Globo começou a abrigar, em 17 de junho de 1996, a disputa entre as famílias dos Berdinazi e dos Mezenga. Hoje, exatamente 15 anos depois, "O Rei do Gado" comemora essa marca com um reprise no canal Viva. Escrita por Benedito Ruy Barbosa, a trama da novela começa nos anos 40, com a rixa entre os fazendeiros Giuseppe Berdinazi (Tarcísio Meira) e Antônio Mezenga (Antônio Fagundes). Os dois brigam pela posição de uma cerca que divide as fazendas das duas famílias. Em meio a essa guerra, Giovanna (Letícia Spiller) e Enrico (Leonardo Brício), filhos de Giuseppe e Antônio, respectivamente, se apaixonam e tornam a briga das famílias ainda mais intensa. Para viverem juntos, os apaixonados decidem fugir e começar a vida juntos longe dali.  Enquanto que o casal Antônio e Nena Mezenga (Vera Fisher) aceita o casamento de Enrico com Giovanna, Giuseppe e os filhos Geremias (Caco Ciocler) e Giácomo (Manoel Boucinhas) alimentam ainda mais esse ódio, fazendo sofrer Marie...