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Narrativa ousada de "Justiça" precisa virar hábito na TV aberta brasileira

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Divulgação/TV Globo Quando fazemos uma comparação entre as séries de televisão norte-americanas e as brasileiras, percebemos uma clara diferença nos estilos de narrativas. Por aqui, os autores ainda estão muito habituados ao gênero da telenovela e, por isso, ainda há uma distância para alcançar a qualidade dos roteiros mais curtos e complexos. "Justiça", série que a TV Globo terminou de exibir nesta sexta-feira (23), foi um imenso passo para que a nossa televisão aberta possa alcançar um padrão semelhante de qualidade. Escrita por Manuela Dias, a série se mostrou um acerto em muitos sentidos. O primeiro é a narrativa em si, que trouxe quatro tramas independentes, que acabam se cruzando por detalhes, ações ou personagens. A cada dia da semana, exceto às quartas-feiras (dia de futebol na grade da emissora), um protagonista mostra como foi afetado pela justiça (ou pela ausência dela). O fio condutor da história está relacionado às prisões de Vicente (Jesuíta Barbosa), F...

"Mulheres de Areia" cobertas pelos "panos" da moral

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Quando a TV Globo anunciou que "Mulheres de Areia", clássica telenovela brasileira escrita por Ivani Ribeiro, iria suceder "O Clone" no "Vale A Pena Ver De Novo", também surgiu a notícia de que sua abertura seria adaptada para esconder a nudez que ilustrava a vinheta da novela. Nesta segunda-feira (12), o folhetim voltou ao ar, mas coberta por "panos". Digo isso porque acredito que a abertura de uma novela funciona como uma apresentação da trama que será contada aos espectadores. Pode parecer idiotice para alguns, mas acho que ela auxilia na maneira e no ritmo que a novela é apresentada. Na reestreia de "Mulheres de Areia", uma nova abertura foi levada ao ar. De acordo com o blog do jornalista Maurício Stycer, a TV Globo anunciou que a abertura da trama seria adaptada para camuflar a nudez que apresentava. Diz a explicação da emissora publicada no blog do Stycer: "Tendo como base seus Princípios e Valores, a Globo resolveu a...

"Vale Tudo": reflexões sobre ética e a falta dela

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Terminou. Leila (Cássia Kiss) matou Odete Roitman (Beatriz Segall), fugiu do país com o marido Marco Aurélio (Reginaldo Faria), que havia desviado uma quantia milionária da empresa em que trabalhava e, ainda, deu uma "banana" para o Brasil assim que o avião decolou. A reprise de "Vale Tudo", que teve seu último capítulo exibido nesta quinta-feira (14), no canal Viva, ficou marcada por todos esses desfechos citados. Para mim, mais do que isso, "Vale Tudo" ficou marcada por ser uma novela que trata de ética e moral o tempo todo. Será que a ética de uma pessoa que "molha" a mão de um guarda, para se livrar de uma multa, é a mesma de uma pessoa que dá um desfalque em uma grande empresa? Ou será que infração é infração, não importa a gravidade do delito? Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, autores da trama, criaram Ivan (Antônio Fagundes) com a função de fazer o telespectador pensar sobre ética no último capítulo. Enquanto que Marco Au...