Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Velho Chico

As 10 melhores novelas de todos os tempos

Imagem
Divulgação/TV Globo Acompanhar as idas e vindas de um casal que enfrenta tudo para conseguir viver o amor; se revoltar as maldades de um vilão inescrupuloso e sarcástico; se comover com os altos e baixos de uma mulher batalhadora, que tenta vencer na vida; e torcer pela jornada de um personagem em busca de redenção. É comum ligarmos a TV (ou qualquer outra tela de preferência) e nos depararmos com essas e muitas outras tramas que ajudam a construir a telenovela, gênero de origem cubana que, rapidamente, criou uma identidade brasileira e passou a fazer parte da rotina das pessoas. A tradição de seguir os capítulos de um história já vinha de muito antes do início das telenovelas, quando as pessoas já eram habituadas às tramas transmitidas pelas rádios ou acompanhavam os capítulos de folhetins publicados em jornais. Na TV, o gênero deixou de contar apenas com a imaginação do público para se materializar em imagens. Dos parcos recursos do começo até a sofisticação dos tempos atuais,...

65 Anos de Novelas - Dez folhetins que renovaram o gênero na última década

Imagem
O ano de 2016 marca o aniversário de 65 anos da exibição das telenovelas no Brasil, uma trajetória que começou em dezembro de 1951, com a exibição de "Sua Vida me Pertence" na TV Tupi. Desde então, o formato, que caiu nas graças do público, foi se transformando. No início, eram apenas dois capítulos por semana e, por não existir o recurso do videotape, os folhetins eram exibidos ao vivo. Depois disso, vieram as tramas diárias, inauguradas por "25499-Ocupado", e muitas outras inovações, que deram origem a folhetins emblemáticos, como "Roque Santeiro", "Vale Tudo", "A Próxima Vítima", "Laços de Família" e "Senhora do Destino". Por conta dessa data, comecei a pensar no que escrever. Lembrei que, há cinco anos, fiz uma postagem sobre as melhores novelas já feitas. Para não me repetir, já que a opinião não mudou muito nesse período, decidi que iria elencar quais foram, na última década, os folhetins que trouxeram a...

"Adeus Velho Chico, diz o povo nas margens"

Imagem
Os amores impossíveis, causados pela guerra entre famílias rivais, são recorrentes na literatura e nas telenovelas. De Shakespeare aos dias atuais, passando por diversas fases e estilos, eles estão presentes. Mas, nenhum deles foi como Santo (Domingos Montagner) e Teresa (Camila Pitanga). Os coronéis que dominam os mais carentes e controlam a política de suas regiões também aparecem vez ou outra, mas nenhum é como Afrânio de Sá Ribeiro (Antonio Fagundes). O místico e o lúdico costumam despertar a curiosidade do público, mas nunca foram tão poéticos como os mistérios que guardam o rio São Francisco. Tudo isso foi para dizer que "Velho Chico", novela que teve o último capítulo exibido nesta sexta-feira (30), é muito especial. A trama de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi chamou atenção desde o início, para aqueles que se dispuseram a uma proposta diferente de novela. Fora do convencional desde o primeiro capítulo, "Velho Chico" apostou na poesia e na reflexão p...

Velho Chico eleva padrão do gênero e se firma como um grande folhetim da TV

Imagem
Divulgação/TV Globo Foram, no mínimo, impecáveis os últimos capítulos de "Velho Chico", novela de Benedito Ruy Barbosa com direção de Luiz Fernando Carvalho. De fato, o adjetivo "impecável" é um dos mais recorrentes para classificar a atual trama das 21 horas da TV Globo que, é bem verdade, não conquistou definitivamente as atenções do público do horário e, já passada mais da metade de sua duração, dificilmente o fará.  Repleta de clichês folhetinescos, "Velho Chico" consegue, mesmo utilizando ganchos e tramas recorrentes do gênero, cativar pelo belo tratamento dado ao produto. O texto de Barbosa é um dos mais ricos da trajetória do autor na televisão e não são raros os capítulos que não tenham, pelo menos, um diálogo marcante ou emocionante. Soma-se a isso a postura do diretor artístico da trama, que sempre trabalha como um co-criador e imprime sua estética caprichosa, fugindo da tradicional função de apenas cumprir o que diz o texto. Desde o i...

Primeira fase de "Velho Chico" privilegia qualidade do texto e estética marcante de diretor

Imagem
Divulgação/TV Globo Durante algum tempo, convencionou-se que o horário das 21 horas, considerado nobre nas grades das televisões, seria reservado exclusivamente, na TV Globo, para novelas urbanas. A decisão trouxe produtos destinados a retratar, entre outros assuntos, a ascensão das classes mais humildes e a violência cada vez mais presente nos grandes centros. Para "sacudir" e horário e tentar estancar a fuga de público do gênero, a emissora carioca voltou ao universo lúdico e rural do interior do Brasil e exibe "Velho Chico", trama de Benedito Ruy Barbosa que inicia uma nova fase na segunda-feira (11). Nos primeiros 24 capítulos, que formaram a primeira fase do folhetim, o público foi convidado a acompanhar um enredo sustentado pela clássica disputa entre famílias inimigas, consagrada há tempos por William Shakespeare em "Romeu e Julieta". Aqui, no entanto, o cenário é o interior do Nordeste brasileiro, às margens do Rio São Francisco, referência ...