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Quatro motivos para maratonar "A Favorita" no Globoplay e um defeito para relevar

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Divulgação/TV Globo Duas mulheres. Duas versões de uma mesma história. Quem está dizendo a verdade? Em 2008, quando "A Favorita" estava prestes a estrear, as chamadas que anunciavam a novela usavam o conflito entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Cláudia Raia), assim como a dúvida sobre as versões das histórias contadas por elas, para despertar a atenção do público. Agora, 12 anos depois, muita gente já sabe o grande segredo que movimentou os dois primeiros meses da trama de João Emanuel Carneiro, mas, ao que parece, isso não compromete em nada o interesse pelo folhetim, que fica disponível, a partir desta segunda-feira (25), no catálogo do Globoplay. Desde que foi anunciada, a volta de "A Favorita" movimentou as redes sociais. Fãs da novela comemoraram a possibilidade de rever o embate entre as personagens, mesmo que a grande dúvida sobre o caráter delas já não exista mais. Nisso, há uma semelhança com a época em que a trama foi ao ar pela primeira vez...

"Onde Nascem os Fortes" estabelece conflitos e impressiona com estética cinematográfica

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Divulgação/TV Globo Um sertão árido, moderno, provocante e contraditório promete ser palco e um dos personagens dos conflitos que começaram a ser estabelecidos no primeiro episódio de "Onde Nascem os Fortes", produto que, depois de ser chamado de "novela das 23h", passou a ser conhecido como supersérie. Apostando no embate entre as figuras centrais, a trama, logo de cara, impressionou pela estética cinematográfica, que só valoriza mais o cenário. Escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, os mesmos de "Amores Roubados" e "O Rebu", a nova supersérie aposta em elementos clássicos da dramaturgia como romance, rivalidade e poder. Os primeiros em cena são Maria (Alice Wegmann) e Nonato (Marcos Pigossi), irmãos gêmeos que viajam para a cidade de Sertão, o que gera preocupações para a mãe, Cássia (Patrícia Pillar), que nasceu no local e parece ser marcada por algo que aconteceu ali no passado. Durante um passeio de bicicleta, Maria conhece H...

Excesso de recato se contrapõe à sensualidade da trama de "Ligações Perigosas"

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Divulgação/TV Globo Além de ter uma história de qualidade, para que funcione e se comunique com o público, a forma como ela é apresentada é muito importante. Por isso, soa estranho que um enredo quando uma trama possui características marcantes, que são sublimadas pelo estilo imposto pela narrativa. Esse é, claramente, o caso da minissérie "Ligações Perigosas", que terminou nesta sexta-feira (15), na TV Globo.  Escrita por Manuela Dias, baseada na obra de Choderlos de Laclos, a história da minissérie se passava no Brasil dos anos 20 e era focada nos arriscados jogos de sedução entre Isabel (Patrícia Pillar) e Augusto (Selton Mello), confidentes e amantes desde a morte do marido dela. Acostumada a ter todos os seus caprichos atendidos, Isabel descobre que um de seus amantes, Heitor (Leopoldo Pacheco) desistiu do relacionamento para propor casamento a Cecília (Alice Wegmann), sua sobrinha. Ferida com a justificativa do ex-pretendente, que queria uma mulher mais jovem p...

Um sofisticado quebra-cabeça chamado "O Rebu"

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O mistério costuma render bons argumentos para prender a atenção do espectador de uma novela. A prática foi concretizada nos folhetins com Janete Clair, que mobilizou o país para revelar o assassino do empresário Salomão Hayala de "O Astro". Avançando mais no tempo, Sílvio de Abreu criou um thriller no horário nobre da TV Globo e deixou o público aguçado para descobrir quem era o assassino do horóscopo chinês e qual seria "A Próxima Vítima" do misterioso bandido. Antes disso, ainda, Gilberto Braga e Aguinaldo Silva deixaram uma pergunta nos últimos capítulos de "Vale Tudo": Quem matou Odete Roitman? E esses são apenas alguns exemplos da relação entre as novelas e o suspense. No meio de tudo isso, lá em 1974, o autor Bráulio Pedroso decidiu criar uma novela cuja ação se passava durante uma festa e o mistério de um corpo que é encontrado na piscina da mansão do empresário e anfitrião Conrad Mahler (Ziembinski). O folhetim começa sem que a vítima seja id...

Final moralista não ofusca qualidades de "Amores Roubados"

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Algo muito positivo aconteceu na televisão brasileira nas últimas duas semanas. Com um público acostumado às tramas "abertas", que se transformam diariamente e de acordo com as respostas do espectador, o país da telenovela pôde conhecer a força de um produto "fechado", mais bem pensado e acabado quando falamos em produção e texto. A exibição de "Amores Roubados", minissérie escrita por George Moura na TV Globo, deixou claro que o público também se interessa por histórias mais rebuscadas e diferentes formatos de dramaturgia. Baseada no livro "A Emparedada da Rua Nova", de Carneiro Vilela, "Amores Roubados" explorou o nordeste semiárido do Brasil como pano de fundo para a história de Leandro (Cauã Reymond), um sommelier que passou anos em São Paulo e, anos depois, está de volta à sua terra natal. Filho da prostituta Carolina (Cássia Kis Magro), ele é uma espécie de Don Juan, capaz de conquistar todas as mulheres que quiser. Amante de...