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"Filhos da Pátria": passado muito presente ou presente muito passado?

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Divulgação/TV Globo Acabou a mamata no Brasil? Meninos vestem azul e as meninas rosa? Afinal, foi golpe ou não? Essas e outras questões do gênero estão muito vivas no nosso dia a dia, mas na série "Filhos da Pátria" elas aparecem em um contexto histórico diferente. E, algumas vezes, não é nem o caso de apenas transportar discussões atuais para o passado, mas retratar a repetição de erros e atrasos da política brasileira. Na segunda temporada, a série de Bruno Mazzeo passa a ser ambientada nos anos 30, quando Getúlio Vargas tira Washington Luís do poder e assume o Palácio do Catete, então capital da República. Enquanto os apoiadores do gaúcho chamam aquele movimento de revolução, para tentar amenizar os efeitos das ações, outros identificam que Vargas, na verdade, aplicou um golpe e rompeu com a política do café com leite, que privilegiava o eixo São Paulo-Minas Gerais. Nesse cenário, a série foca na rotina da família Bulhosa, diretamente afetada pelas mudanças políti...

"Onde Nascem os Fortes" estabelece conflitos e impressiona com estética cinematográfica

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Divulgação/TV Globo Um sertão árido, moderno, provocante e contraditório promete ser palco e um dos personagens dos conflitos que começaram a ser estabelecidos no primeiro episódio de "Onde Nascem os Fortes", produto que, depois de ser chamado de "novela das 23h", passou a ser conhecido como supersérie. Apostando no embate entre as figuras centrais, a trama, logo de cara, impressionou pela estética cinematográfica, que só valoriza mais o cenário. Escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, os mesmos de "Amores Roubados" e "O Rebu", a nova supersérie aposta em elementos clássicos da dramaturgia como romance, rivalidade e poder. Os primeiros em cena são Maria (Alice Wegmann) e Nonato (Marcos Pigossi), irmãos gêmeos que viajam para a cidade de Sertão, o que gera preocupações para a mãe, Cássia (Patrícia Pillar), que nasceu no local e parece ser marcada por algo que aconteceu ali no passado. Durante um passeio de bicicleta, Maria conhece H...

Final preguiçoso não valoriza boa trama central e "A Regra do Jogo" termina enfraquecida

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Divulgação/TV Globo "Vocês não conseguem entender a abrangência do meu projeto político? Não conseguem entender que gente como eu, como nós, não pode ficar à mercê dessa politicalha que está aqui no país? Não sabe que a gente não pode ficar à mercê dessas leis que só protegem a bandidagem, que só protegem a canalhas?". Esse discurso foi feito por Gibson (José de Abreu), o milionário de aparente reputação ilibada que se revelou o chefe de uma organização criminoso, criada com a justificativa de corrigir os problemas do Brasil e apresentar uma solução à nossa sociedade.  Pode parecer coisa de novela, mas a fala de Gibson, o Pai da facção de "A Regra do Jogo", folhetim que terminou nesta sexta-feira (11), na TV Globo, se parece com os argumentos de muitas figuras da sociedade brasileira atual, que justificam corrupção, condutas antiéticas e outros desvios de caráter com o discurso de estarem "pensando no país e ajudando o povo a combater o verdadeiro in...

Enrolação e incoerências prejudicaram andamento de "Império"

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Divulgação/TV Globo Aguinaldo Silva, indiscutivelmente, é um grande novelista e responsável por sucessos emblemáticos da televisão como "Vale Tudo", "Roque Santeiro", "A Indomada" e "Senhora do Destino". Com "Império", seu último trabalho do horário das 21 horas, cujo último capítulo foi ao ar nesta sexta-feira (13), o autor tinha uma proposta interessante, que faz falta hoje em dia, de resgatar os "novelões" de outrora. O encerramento do folhetim provou que a intenção era boa e que Silva soube escolher bons ingredientes para isso, mas erros graves no andamento da novela deixaram tudo "na promessa". O capítulo final colocou fim na saga do comendador José Alfredo (Alexandre Nero), que criou, a qualquer custo, um império no mercado das joias e viu tudo desmoronar com a ameaça do misterioso Fabrício Melgaço, um homem desconhecido que queria roubar toda a fortuna do empresário. Com a revelação de que Melgaço era, ...

Humor afiado foi grande destaque de "Fina Estampa"

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Será que um último capítulo de novela pode corresponder às expectativas de todos os telespectadores? É claro que não. Talvez por isso, as reclamações que li e ouvi sobre o final de "Fina Estampa", que foi ao ar nesta sexta-feira (23), sejam tantas. Quem esperava um final típico dos folhetins, com casamentos, vitória dos mocinhos e derrota dos vilões, ficou frustrado com o desfecho da saga de Pereirão e companhia. O capítulo começa com Griselda (Lilia Cabral) amarrada em um galpão, pronta para ser executada por Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Ferdinand (Carlos Machado). Enquanto o Pereirão espera pela morte, a madame leva seu comparsa para o motel e, ao melhor estilo Nazaré Tedesco, joga o secador de cabelo na banheira em que ele está: "cantou pra subir, bebê!". Depois de despachar o cúmplice, Tereza Cristina retorna ao galpão e, se deliciando com o sofrimento da rival, bota fogo em tudo para que Pereirão morra queimada. No entanto, Griselda é salva pel...