"Filhos da Pátria": passado muito presente ou presente muito passado?
Divulgação/TV Globo Acabou a mamata no Brasil? Meninos vestem azul e as meninas rosa? Afinal, foi golpe ou não? Essas e outras questões do gênero estão muito vivas no nosso dia a dia, mas na série "Filhos da Pátria" elas aparecem em um contexto histórico diferente. E, algumas vezes, não é nem o caso de apenas transportar discussões atuais para o passado, mas retratar a repetição de erros e atrasos da política brasileira. Na segunda temporada, a série de Bruno Mazzeo passa a ser ambientada nos anos 30, quando Getúlio Vargas tira Washington Luís do poder e assume o Palácio do Catete, então capital da República. Enquanto os apoiadores do gaúcho chamam aquele movimento de revolução, para tentar amenizar os efeitos das ações, outros identificam que Vargas, na verdade, aplicou um golpe e rompeu com a política do café com leite, que privilegiava o eixo São Paulo-Minas Gerais. Nesse cenário, a série foca na rotina da família Bulhosa, diretamente afetada pelas mudanças políti...