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"Coisa Mais Linda" mantém discurso relevante, mas apresenta tramas de pouco movimento

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Divulgação/Netflix As mensagens transmitidas pelas trajetórias das personagens de "Coisa Mais Linda" são, desde a primeira temporada, a base de sustentação da história e representam a principal contribuição que a atração pode dar para quem assiste. O relevante discurso feminista é a força da produção e tem a capacidade de provocar inspiração, as mulheres, inclusive, têm mais propriedade para falar disso. No segundo ano da série, lançado recentemente na Netflix, isso não muda, mas os novos episódios deixam claro que é preciso investir mais em dramaturgia. "Coisa Mais Linda" começa a segunda temporada com Malu (Maria Casadevall) se recuperando do tiro que levou de Augusto (Gustavo Vaz) no réveillon. Ela é informada que Lígia (Fernanda Vasconcellos), a melhor amiga, não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque do marido machista. Essa, no entanto, não é a única descoberta que a protagonista faz em 1960, depois da traumática virada de ano. Pedro (Kiko Berth...

"Coisa Mais Linda" enaltece feminismo em cenário inspirador e no ritmo da bossa nova

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A bossa nova, gênero musical que surgiu no fim da década de 50, fez poesia com as ondas do mar do Rio de Janeiro, com a brisa do vento que toca o rosto, com a saudade de um amor perdido, com a expectativa de um amor que estava por vir e, claro, com as mulheres brasileiras. Exatamente por isso, a ambientação de "Coisa Mais Linda", série lançada na plataforma de streaming Netflix, não poderia ser outra. A capital fluminense serve de cenário para uma história de protagonistas femininas que, certamente, mereceriam ser cantadas por João Gilberto, Tom Jobim ou Vinícius de Moraes. Em plena efervescência do Rio de Janeiro com a bossa nova, a cidade recebe Maria Luíza (Maria Casadevall), uma paulista que se muda para lá por conta dos planos de abrir um restaurante com o marido. De família rica, a personagem sofre o primeiro baque quando descobre que o parceiro sumiu e ainda levou todo o dinheiro deles, deixando apenas um apartamento com o aluguel para vencer e o espaço onde o emp...

"The Marvelous Mrs. Maisel" é a melhor série de comédia lançada nos últimos anos

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Se, ainda em 2018, questões relacionadas ao papel da mulher na sociedade ainda precisam evoluir, como a igualdade salarial e de oportunidades entre os gêneros, na década de 50, esses temas apareciam pontualmente e ainda lutavam por espaço em um mundo guiado pelo machismo. É nesse cenário que a produtora Amy Sherman-Palladino, a mesma do sucesso "Gilmore Girls", procura, com humor afiado, retratar a trajetória de uma esposa que vê o casamento acabar e precisa reestruturar a vida, começando, inclusive, uma carreira no stand-up comedy, algo também pouco comum para a época. Em "The Marvelous Mrs. Maisel", Miriam (Rachel Brosnahan) vive um casamento harmônico e aparentemente feliz com Joel (Michael Zegen), união feita sob as regras rígidas da comunidade judaica em Nova York. Com dois filhos e uma vida dedicada aos serviços domésticos, a protagonista também apoia incondicionalmente o sonho do marido, que, nas horas vagas, se apresenta em clubes de stand-up comedy pela...

Em tempo de atrações vazias, "Amor & Sexo" mostra que pode fazer mais do que entreter

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Televisão é essencialmente entretenimento. Seus produtos, como novelas, reality shows e programas de auditório, são pensados para proporcionar diversão aos espectadores que se reúnem na sala. Mas, não precisa ser só isso. Conteúdo e mensagem, sob o pretexto de que não dão audiência, são itens raros, especialmente, nas grades de programação das emissoras de TV aberta. Na última quinta-feira (26), a estreia da nova temporada de "Amor & Sexo" reforçou que pode ser "um ponto fora da curva" e estabelecer discussões e diálogos interessantes com o público. Já falei sobre o programa comandado por Fernanda Lima em outros textos por aqui e como acho importante que uma atração de TV aberta fale tão livremente sobre temas tão relevantes, mas que ainda são encarados como tabus. A atração já debateu, sem pudores ou preconceitos, sobre orgasmo, identidade de gênero, fetiches e mais uma dezena de assuntos semelhantes. Se não me falha a memória, porém, foi neste primeiro ...