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"La Casa de Papel" segue refém da fórmula que a consagrou e prova que já deveria ter acabado

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Divulgação/Netflix Fenômeno de audiência da plataforma de streaming Netflix, a série espanhola "La Casa de Papel" se mostrou, desde o início, uma história sustentada por absurdos e parecendo sempre testar a paciência dos espectadores, muitas vezes, inclusive, subestimando a inteligência deles. Isso chega ao ápice na quarta parte da produção, lançada na semana passada. Refém da fórmula que a consagrou, a trama parece cada vez mais desgastada, ainda que inflada por uma evidente melhora em aspectos técnicos, e perdeu uma boa oportunidade de terminar enquanto ainda tem uma legião de seguidores. Em oito episódios, a quarta parte da série continua mostrando como o grupo comandado pelo Professor (Álvaro Morte) conduz o plano para roubar toneladas de ouro do Banco da Espanha. Logo no início, o bando tenta salvar a vida de Nairóbi (Alba Flores), alvejada em uma armadilha arquitetada pela investigadora Alicia Sierra (Najwa Nimri). Ela é salva pelas milagrosas habilidades médicas...

Novos episódios evidenciam desgaste e absurdos de "La Casa de Papel"

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Ao longo dos treze primeiros episódios, a série espanhola "La Casa de Papel" se sustentou pelos absurdos que conduziram a trama. Se, por um lado, isso podia ser considerado o pior defeito da produção, por outro, também se mostrava como uma das poucas qualidades, já que, pelo menos, essa característica conseguia prender o espectador para o episódio seguinte. Com o lançamento da segunda parte da série, formada por nove episódios, ficou evidente que nem mesmo esse aspecto foi mantido. Os últimos episódios de "La Casa de Papel" trazem o desfecho para os planos do Professor (Álvaro Morte) e do grupo de criminosos que invadiu a Casa da Moeda da Espanha. Com o cerco ao mentor do assalto mais apertado, os ladrões têm os conflitos entre si ainda mais agravados. Os atritos internos envolvem, principalmente, Berlim (Pedro Alonso), Tóquio (Úrsula Corberó), Rio (Miguel Herrán) e Nairóbi (Alba Flores). Enquanto isso, do lado de fora, o Professor se desdobra para atrasar o ...

"La Casa de Papel" cai em armadilha do próprio roteiro e abusa da paciência do espectador

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A série espanhola "La Casa de Papel" pode ser considerada o mais recente fenômeno do serviço de streaming Netflix. Lançada sem muito estardalhaço, o suspense sobre um mirabolante assalto à Casa da Moeda da Espanha acabou ganhando muitos espectadores nos últimos tempos e logo passou a dominar os comentários dos espectadores de atrações do gênero, virando, inclusive, memes na internet. Foi esse burburinho que me fez começar a assistir aos treze episódios da primeira temporada, terminada, preciso dizer, com muito custo pouco antes de começar esse texto. Absurdo é a primeira palavra que me surge para descrever a série. E, não estou querendo com ela classificar o sucesso da série, que se tornou uma das mais vistas do catálogo do Netflix. "La Casa de Papel" é uma série absurda no pior sentido. No entanto, curiosamente, é justamente esse absurdo que, além de ser o pior defeito da produção, talvez possa ser considerada a única qualidade da atração, que deve ter a segun...