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"Jack Ryan" acerta com narrativa de espionagem e rende boa maratona

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Assim como no cinema, o universo dos espiões é muito variado e conta com clássicos, como "MacGyver" e "Missão Impossível", passando por comédias ao estilo de "Agente 86" e chegando a dramas com referências históricas, como "The Americans". Faltava entre as opções, no entanto, uma produção que mesclasse as melhores características do entretenimento do gênero e um toque de realidade, dado pela abordagem de conflitos atuais. "Jack Ryan", série lançada pelo serviço de streaming Amazon Prime Video, surge para ocupar esse espaço e entrega aos espectador uma boa experiência de maratona. Adaptando um personagem criado pelo escritor Tom Clancy, a série traz a história de Jack Ryan (John Krasinski), analista da CIA que, na rotina do trabalho de estudo de dados e movimentações financeiras suspeitas, descobre pistas sobre uma perigosa ameaça terrorista: Suleiman (Ali Suliman), um homem que está sempre à frente das autoridades em ataques pont...

"Scandal" encerra trajetória com desfecho aberto e coerente para os personagens

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Ao longo de sete temporadas no ar, "Scandal" sempre mostrou que não resistia a uma boa conspiração pelo poder em Washington. Foram inúmeras as tentativas de políticos, agentes secretos e outras figuras públicas para conquistarem o centro político dos Estados Unidos, e, consequentemente, toda a nação. Para encerrar essa trajetória na TV, nada mais certo do que dar um desfecho ao último deles e definir o futuro dos personagens. Mais do que nunca, Olivia Pope (Kerry Washington) esteve no centro dos conflitos da sétima e última temporada. Depois de voltar à Casa Branca como chefe de gabinete de Mellie (Bellamy Young), a protagonista passou por mudanças ao ceder aos efeitos de estar "no topo". Também como a nova Comandante do B-613, a organização secreta apontada como a verdadeira sustentação do governo, Olivia conspirou e armou para conseguir se manter no controle das decisões políticas, indo frequentemente contra os plano da presidente. Após passar um tempo prat...

Volta de David Letterman mostra que boa conversa ainda tem espaço no mundo sob demanda

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Em meio a uma programação variada, algumas coisas me fazem interromper o ato de zapear pelos canais ou buscar algo para ver nos serviços de streaming e conteúdo sob demanda. Entre essas atrações que prendem a minha atenção, estão as entrevistas, que podem render boas reflexões, trazer informações e despertar curiosidades sobre assuntos ou figuras conhecidas. Durante décadas, um dos entrevistadores que esteve no centro desse universo foi David Letterman, que recebia os mais variados convidados no "The Late Show", programa que, mesmo focado no entretenimento, costumava ser palco de algumas discussões relevantes. Após mais de trinta anos no ar, observando as mudanças do mundo e a proliferação acelerada de programas semelhantes, que vinham apostando mais no show do que no talk, Letterman deixou o formato que o consagrou e passou pouco mais de dois anos em uma "aposentadoria". Agora, ele está de volta com "My Next Guest Needs No Introduction", série especi...

"Scandal" estreia última temporada mais focada em política e força da protagonista

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Desde o início, "Scandal" sempre apresentou tramas que giraram em torno do universo de Olivia Pope (Kerry Washington). Todos os seis anos anteriores parecem ter servido como uma "escala" para o momento atual da série, que começou a anunciada sétima e última temporada com um foco maior ainda nas ações da protagonista, agora a principal força de poder na Casa Branca. Como não poderia deixar de ser, a política ocupou o lugar das conspirações e planos de espionagem e, mesmo sempre estando presente, ganhou importância ainda maior. Agora como chefe de gabinete de Mellie (Bellamy Young), Olivia está disposta a provar que as diretrizes políticas dela são as que devem prevalecer em Washington. Em outras palavras: quer mostrar que ela dá as cartas. No primeiro episódio da nova temporada, todas as articulações da Casa Branca estão sendo feitas para aprovar, no Capitólio, um projeto que institui faculdade de graça para a população mais pobre do país. Para isso, Olivia nã...

Ausência de protagonista marcante enfraquece terceira temporada de Narcos

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Desde que foi anunciada, a terceira temporada de "Narcos" sempre deixou dúvidas sobre o desenvolvimento da série sem a figura de Pablo Escobar (Wagner Moura), personagem central dos dois primeiros anos da série. Depois de assistir aos novos episódios, disponíveis no serviço de streaming Netflix, pude perceber que, em relação a qualidade, pouca coisa mudou. Há, no entanto, um elemento que a série ficou devendo: a presença de um bom protagonista. A história do terceiro ano de "Narcos" é retomada após a morte de Escobar, quando o Cartel de Cali assume o controle das operações do tráfico de drogas na Colômbia, que, por consequência, fornece cocaína para o mundo todo. Com o mercado sendo controlado pelos quatro Cavalheiros de Cali, como são conhecidos os chefões do tráfico, a polícia norte-americana se vê diante de uma nova operação. Ainda sentindo os reflexos das escolhas feitas na captura de Escobar, o agente Peña (Pedro Pascal) não mede esforços para colocar ...

Quinto ano de "House of Cards" foca em autopreservação política e ascensão ao poder

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O quinto ano de "House of Cards" era muito esperado, especialmente após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Muito comparado ao presidente da vida real, Frank Underwood (Kevin Spacey) voltou em um cenário parecido ao visto, todos os dias, no noticiário: em um clima de insegurança, divisão e protestos. Há, no entanto, coisas que os diferenciam, a começar pelo inegável carisma do presidente democrata da ficção. Underwood, no entanto, mostra, ao longo da temporada, que possui uma característica que Trump parece não ter: autopreservação política. Depois de criarem o caos e utilizarem os artifícios do terror e da guerra, o casal Underwood começa a temporada enfrentando uma acirrada eleição e tentando superar uma pontual desvantagem, apelando, para isso, a um discurso de ódio e "combate ao inimigo americano", como uma cortina de fumaça para esconder suas reais intenções. Com um discurso incisivo contra as ameaças de um grupo terrorista, ...

"Madam Secretary" mantém regularidade da história na volta para o segundo ano

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Estamos presenciando uma era fértil da televisão americana, especialmente quando falamos das séries. Há atrações de todos os tipos, para os mais variados gostos. Há zombies, policiais, bombeiros, personagens infantis, bandidos, aristocratas, nerds, super-heróis, políticos e por aí vai. Com tantas produções, muitas de ótima qualidade, como fazer, então, para conquistar espaço junto ao público? Para algumas delas, a resposta parece ser a regularidade. É o caso de "Madam Secretary", drama político que começou de forma modesta, mas com um trama bem apresentada, e que chega a sua segunda temporada mantendo as características que lhe garantiram permanência na concorrida grade de canais norte-americano. Na estreia do segundo ano, que foi ao ar na semana passada, nos Estados Unidos, a secretária de Estado Americano Elizabeth McCord (Téa Leoni) está às voltas com um evento diplomático de crucial importância para a terra do Tio Sam. Enquanto isso, o vice-presidente também está o...

Maior escândalo de todos abala estrutura da Casa Branca no quinto ano de "Scandal"

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Olivia Pope (Kerry Washington) sempre foi muito eficiente em seu trabalho, resolvendo crises e "acobertando" escândalos dos mais variados. O maior de todos, porém, parece ter estourado na estreia da quinta temporada de "Scandal", que ocorreu na última quinta-feira (24). Depois de anos escondendo seu caso amoroso com o presidente dos Estados Unidos, Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn), ao que parece, agora, Olivia terá que encarar os cliques dos fotógrafos e o assédio da imprensa. Depois de terem se acertado no final da temporada passada, Olivia e Fitz ainda escondem o relacionamento de todos na Casa Branca, especialmente da assessora de imprensa Abby (Darby Stanchfield) e de Elizabeth North (Portia de Rossi), a nova chefe do gabinete da presidência. As duas, no entanto, começam a sentir a influência da protagonista nas decisões do presidente. Por conta de seu relacionamento com Olivia e da ascensão da primeira-dama Mellie (Bellamy Young) ao Senado, através de mét...

Foco em trama principal pode melhorar qualidade de "Madam Secretary" no futuro

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Enquanto algumas séries já se destacam logo no primeiro episódio e arrebatam o espectador, outras começam modestas e, aos poucos, vão mostrando o quê possuem de melhor. Essa última definição pode ser aplicada a "Madam Secretary", drama político que teve o final da primeira temporada exibido no domingo (3), nos Estados Unidos. Além de ter mostrado seu potencial, o passar dos episódios, no entanto, também evidenciou a principal "fraqueza" da série, que poderia contribuir para elevar a qualidade do programa para outro patamar. Criada por Barbara Hall, a série acompanha o dia a dia da secretária de Estado norte-americano Elizabeth McCord (Téa Leoni), uma ex-agente da CIA chamada para substituir o antigo ocupante da pasta, que foi vítima de um acidente aéreo. Em meio aos mais diversos casos que envolvem a diplomacia dos Estados Unidos com outras nações do mundo, a secretária se envolve na investigação que revela as reais intenções de seu antecessor: dar um golpe na ...

Manutenção do poder move protagonistas no terceiro ano de "House of Cards"

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No dicionário, a palavra ambição é definida como um desejo veemente pelo poder. Depois que "House of Cards" estreou no serviço de streaming Netflix e conquistou o público, talvez seja a hora de sugerir uma atualização aos dicionários e incluir, no significado da palavra, um novo verbete: Frank Underwood.  Nesta terceira temporada, já disponível integralmente desde fevereiro, vemos Underwood (Kevin Spacey) já sentado na cadeira de presidente dos Estados Unidos, depois de uma série de golpes e planos arquitetados pelo ambicioso protagonista desde o primeiro ano da série. Agora que se tornou o "commander in chief" do mundo livre, alguns poderiam pensar que o democrata sossegou e iria desfrutar de sua posição e, claro, poder. Mas, todas essas previsões estavam erradas. O congressista que rapidamente chegou à Casa Branca quer mais, muito mais... Não são poucos os desafios de Underwood no topo da democracia norte-americana. Logo de cara, o presidente precisa lidar ...

"Madam Secretary" é tradicional, mas desperta curiosidade

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A política voltou a ser um tema recorrente e interessante para a televisão norte-americana. Washington é palco, atualmente, de algumas séries que estão no ar, como "Scandal" e "House of Cards" e, até mesmo, na comédia "Veep". Os corredores do poder na terra do Tio Sam ganharam um novo representante com a estreia de "Madam Secretary", que ocorreu em 21 de setembro nos Estados Unidos. A série começa mostrando a vida comum de Elizabeth (Téa Leoni), uma professora universitária que abandonou uma carreira bem-sucedida de analista da CIA para se dedicar à vida acadêmica e, também, para estar mais próxima da família. Com a morte do secretário de Estado na queda de um avião, a protagonista recebe a visita do presidente Conrad Dalton (Keith Carradine), um antigo colega da CIA, e recebe o convite para assumir o cargo. Após algum tempo, Elizabeth já é a "Madam Secretary" do título, mas ainda enfrenta desafios para se estabelecer no cargo....

Boas reviravoltas mostram fôlego de "Scandal" para novo ano da série

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Depois de varrer a sujeira das figuras públicas de Washington para debaixo do tapete e tentar encobrir todos os rastros da fraude que levou Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn) à Casa Branca, Olivia Pope (Kerry Washington) e seus "gladiadores de terno" suaram a camisa no terceiro ano de "Scandal", que terminou na última quinta-feira (17), nos Estados Unidos, depois de uma temporada de apenas 18 episódios, reduzida em relação às demais por conta da gravidez da protagonista. Nos episódios finais, Olivia tenta destruir o B-613, uma organização ultrassecreta criada para "manter o equilíbrio" do poder na terra do Tio Sam. Cercado de mistérios e fazendo serviços que nem o FBI ou a CIA são capazes de realizar, o B-613 mata e forja acontecimentos, sempre com a desculpa de proteger a nação americana de um colapso. Convencida de que a organização, na verdade, é criminosa e prejudicial à América, Olivia e seus associados decidem vasculhar os dados e contas do governo...

Protagonistas amorais fazem de "House of Cards" uma série viciante

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Informação é poder. Essa é a máxima que permeia a trama de "House of Cards", série original do serviço de streaming Netflix, que está em sua segunda temporada. Nos primeiros 13 episódios, exibidos no ano passado, somos apresentados a Frank Underwood (Kevin Spacey), um congressista democrata que sonha em fazer parte do governo do presidente Garrett Walker (Michel Gill) e ocupar um lugar de destaque na Casa Branca.  Traído pelo presidente, que havia lhe prometido um cargo de ministro, Frank é obrigado a continuar sendo o líder da maioria no Congresso para, assim, facilitar a vida de Walker no Capitólio. O congressista começa, então, uma corrida sorrateira para derrubar o presidente americano e tomar o poder da nação. Para isso, se associa com a repórter iniciante Zoe Barnes (Kate Mara), cedendo informações dos bastidores do governo e manipulando a jovem a seu bel prazer.  A relação de Underwood e da jornalista evolui para um envolvimento sexual, consentido pela esposa do...

Conspiração política para matar o presidente prende a atenção em "Hostages"

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Washington está novamente em foco. Depois de "Scandal" e "House of Cards", a televisão americana estreou mais uma série que tem a capital dos Estados Unidos como pano de fundo: "Hostages", que já está sendo exibida aqui no Brasil. E, como não poderia deixar de ser, o presidente da Terra do Tio Sam é um dos principais focos da série. Na trama de "Hostages", Ellen Sanders (Toni Collette) é uma conceituada médica que foi escolhida para operar o presidente Paul Kincaid (James Naughton). Sob os olhares da mídia e dos eleitores, a médica se prepara para um dos momentos mais importantes de sua carreira, mas é surpreendida por um grupo que faz sua família de refém para atingir um único objetivo: matar o presidente. O sequestro é arquitetado pelo agente do FBI Duncan Carlisle (Dylan McDermott). Com uma vida pessoal e profissional aparentemente exemplar, ele cerca-se de todos os cuidados para intimidar a família da médica e, assim, ter sucesso em su...

Investigação cria elo entre dois mundos diferentes em "The Bridge"

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O choque entre duas realidades diferentes, se bem trabalhado, costuma render bons argumentos para o cinema e a televisão. Este parece ser o caso de "The Bridge", série que o canal FX estreou no domingo (21). Aqui, um corpo encontrado na fronteira entre os Estados Unidos e o México vai forçar dois detetives completamente opostos a trabalhar juntos para resolver o crime. Após uma pane no sistema de iluminação e segurança, os policiais que cuidam da fronteira entre os dois países encontram o cadáver de uma famosa juíza americana, que prega a rigidez no controle de imigração. Chamados para atender a ocorrência, os departamentos de polícia de El Paso (EUA) e Juarez (México) decidem, então, de quem é a jurisdição para investigar o crime. Com o argumento de que a vítima é americana, a detetive Sonya Cross (Diane Kruger) toma frente do caso e passa a averiguar a morte da juíza. Na autópsia, porém, descobre-se que apenas a parte de cima do corpo é da vítima. Ela, então, pede au...