Velho Chico eleva padrão do gênero e se firma como um grande folhetim da TV
Divulgação/TV Globo Foram, no mínimo, impecáveis os últimos capítulos de "Velho Chico", novela de Benedito Ruy Barbosa com direção de Luiz Fernando Carvalho. De fato, o adjetivo "impecável" é um dos mais recorrentes para classificar a atual trama das 21 horas da TV Globo que, é bem verdade, não conquistou definitivamente as atenções do público do horário e, já passada mais da metade de sua duração, dificilmente o fará. Repleta de clichês folhetinescos, "Velho Chico" consegue, mesmo utilizando ganchos e tramas recorrentes do gênero, cativar pelo belo tratamento dado ao produto. O texto de Barbosa é um dos mais ricos da trajetória do autor na televisão e não são raros os capítulos que não tenham, pelo menos, um diálogo marcante ou emocionante. Soma-se a isso a postura do diretor artístico da trama, que sempre trabalha como um co-criador e imprime sua estética caprichosa, fugindo da tradicional função de apenas cumprir o que diz o texto. Desde o i...