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Mostrando postagens com o rótulo O Astro

Dona Redonda e outras explosões da teledramaturgia brasileira

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O fato mais aguardado da novela "Saramandaia", o "explodimento compulsório" de Dona Redonda (Vera Holtz), finalmente foi ao ar na semana que passou. Momento esperado especialmente por quem assistiu a primeira versão da trama de Dias Gomes, a explosão se deu após Redonda comer toda a comida de sua festa de bodas de "pratismo" e descobrir o segredo de João Gibão (Sérgio Guizé), que esconde asas por baixo da roupa. A recriação da explosão de Dona Redonda foi muito bem executada e um acerto para a novela das 23 horas, agora capitaneada por Ricardo Linhares. Autor e direção souberam imprimir uma estética impecável à cena, tornando-a (novamente) um grande momento da teledramaturgia. O "detonamento" da clássica personagem me fez lembrar o quanto os folhetins gostam de explosões. Alguns, inclusive, causaram mais desastres do que a cratera deixada por Redonda em Saramandaia.   KABUM Wilza Carla como Dona Redonda Toda criatura possui um cr...

"Guerra dos Sexos" soou antiga e exagerada

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Remakes ou adaptações de novelas que fizeram sucesso no passado são complicados. Sempre há cobranças e comparações em torno da nova versão. Também é fundamental que a trama passe por uma atualização, para não ficar datada. Sucessos recentes, como "Ti Ti Ti" e "O Astro", foram modernizadas e conquistaram o gosto do público de hoje. Tentando seguir o mesmo caminho, Sílvio de Abreu decidiu refazer "Guerra dos Sexos", novela originalmente exibida em 1983. O último capítulo da nova versão foi exibido na sexta-feira (26) e, nesse caso, a refilmagem não empolgou. No final de "Guerra dos Sexos", depois de passarem a novela inteira disputando a herança deixada pelos tios, Charlô (Irene Ravache) e Otávio (Tony Ramos) finalmente confessam o amor que sentem um pelo outro. Quando tudo parece acertado, surgem Dominguinho e Altamiranda (também interpretados por Irene e Tony), primos portugueses que reivindicam parte da fortuna. Com isso, uma nova "gue...

Trama rápida e revelação de mistério encerram trajetória de "O Astro"

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O empresário Salomão Hayalla (Daniel Filho) tinha mesmo muitos inimigos. Tantos que a resolução de seu assassinato, principal mistério do último capítulo de "O Astro", que foi ao ar nesta sexta-feira (28), mostrou que três pessoas atentaram contra a vida do empresário. No melhor estilo policial, o inspetor Eustáquio (Daniel Dantas) reuniu todos os suspeitos do crime na sala da mansão dos Hayalla e revelou todos os detalhes da noite em que Salomão foi assassinado. Inácio (Pascoal da Conceição), o mordomo, trocou os remédios do empresário por veneno por não concordar com a crueldade e truculência do patrão. Já Youssef (José Rubens Chachá), aproveitando-se que o irmão estava passando mal, deu uma coronhada na cabeça de Salomão, mas não consegue matá-lo. Tanto Inácio quanto Youssef, junto com sua esposa Nádia (Vera Zimmerman), que mandou o marido matar Salomão, foram presos por tentativa de homicídio. No entanto, o "empurrãozinho" que levou o empresário à morte foi...

"O Astro" que redescobriu Regina Duarte

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Atendendo a um pedido da leitora (quem diria, eu tenho uma) Mariana Zamboni, vou tecer algumas impressões sobre a participação de Regina Duarte em "O Astro". Vivendo a ricaça um tanto quanto surtada Clô Hayalla, Regina Duarte parece ter sido redescoberta como a grande atriz que é. A personagem permite que Regina mostre um lado não muito explorado na televisão. Regina Duarte ficou marcada como a boa moça das novelas e sempre foi difícil separá-la das Helenas de Manoel Carlos que a atriz interpretou em três oportunidades: em História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006). Regina também parece ter sido carimbada com o estigma da "grande atriz que não faria qualquer papel", e talvez por isso, não tenha tido tantos personagens diferenciados na TV. "O Astro", adaptação de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro a partir da obra original de Janete Clair, deu à Regina Duarte a oportunidade de mostrar que uma grande atriz pode muito mais do ...

Quem matou (de novo) Salomão Hayalla?

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Agora, Inês é morta. Ou melhor: Salomão é morto. O capítulo desta quinta-feira (4) de "O Astro" trouxe de volta o mistério que rondou a TV entre os anos de 1977 e 1978, quando a primeira versão da trama foi exibida e assinada por Janete Clair. Na ocasião, Salomão (Dionísio Azevedo) tinha sido assassinado por Felipe Cerqueira (Edwin Luisi), amante de Clô (Tereza Rachel), a esposa da vítima. O crime também tinha acontecido de maneira diferente: na primeira versão, o corpo de Salomão era encontrado na direção do carro de Clô e Felipe havia dado uma coronhada na cabeça do empresário. Agora, no remake escrito por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, Salomão resolve dar uma festa para comemorar uma importante aliança de negócios com um grupo chinês. Mal sabia ele que, com a festa, estava reunindo diversos inimigos. Em dado momento, as luzes se apagam para a exibição de um vídeo que apresentava os chineses que fariam negócios com o grupo Hayalla. Quando as luzes se acendem, Salomão...

"O Astro" mistura formatos diferentes de dramaturgia

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Todo mundo sabe identificar uma novela. O mocinho se apaixona pela mocinha, são infernizados por um vilão e, somente depois de 200 capítulos, conseguem ser felizes. Todos sabem, também, identificar uma minissérie: é, geralmente, adaptada a partir de um livro e conta a história de algum personagem ou fato marcante na história do mundo. As séries, tão fáceis quanto de serem identificadas, constroem uma trama menor e mais ágil do que as novelas ou minisséries. Dadas essas características básicas, como classificar "O Astro", que a TV Globo estreou nesta terça-feira (12)? Inspirada na obra de Janete Clair, "O Astro" apresenta a saga de Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi), um homem que é preso por tentar dar um golpe na população de uma pequena cidade. Traído pelo comparsa Neco (Humberto Martins), vai para a cadeia e lá conhece Ferragus (Francisco Cuoco), que o ensina a arte da magia e do ilusionismo. Oito anos depois, quando posto em liberdade, Herculano recebe de ...

Teledramaturgia 60: onde tudo começou

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 Novela "Sua Vida Me Pertence" (1951)  A teledramaturgia é o principal produto da televisão brasileira. Quase todas as emissoras entendem que sua produção é um chamariz para o telespectador. O público brasileiro, de uma forma geral, gosta de ver novelas e minisséries na programação do seu canal favorito. Essa história começou há quase 60 anos, mais especificamente em dezembro de 1951. De acordo com o site Teledramaturgia, na ocasião, estreava "Sua Vida Me Pertence", a primeira novela da televisão brasileira. Como não existia video-tape, a novela era exibida ao vivo, todas às terças e quintas-feiras na TV Tupi.  "2-5499 Ocupado" foi a primeira novela diária da TV  Em 1963, na TV Excelsior, estreava "2-5499 Ocupado", novela que tinha Tarcísio Meira e Glória Menezes como protagonistas e que foi a primeira produção diária do gênero na TV. A Globo, que viria a se tornar a maior produtora de novelas e minisséries no Brasil, só lançou su...