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"Amor & Sexo" preenche lacuna importante e abre temporada com debate sobre respeito

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Divulgação/TV Globo É interessante parar e observar a evolução do programa "Amor & Sexo", que estreou, nesta terça-feira (9), uma nova temporada. Comandada por Fernanda Lima, a atração começou como um despretensioso game show com a intenção de falar sobre sexualidade. Aos poucos, o formato foi deixando os temas menos rasos, recorrendo a profissionais e representantes de grupos ou classes para expandir o "campo de visão" e, já há algum tempo, assumiu a função de discutir tabus e preconceitos com leveza, mas sem pudores. Na estreia da nova temporada, o programa mostrou que deve ampliar ainda mais as discussões e preencher uma lacuna importante na televisão aberta brasileira: dar voz ao respeito às diferenças; fazer com que os mais variados tipos de pessoas, especialmente aqueles que não são retratados na TV, sejam ouvidos; e continuar discutindo sexualidade de forma clara e aberta. O primeiro programa do novo ano da atração trouxe um protesto musicado por...

Em tempo de atrações vazias, "Amor & Sexo" mostra que pode fazer mais do que entreter

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Televisão é essencialmente entretenimento. Seus produtos, como novelas, reality shows e programas de auditório, são pensados para proporcionar diversão aos espectadores que se reúnem na sala. Mas, não precisa ser só isso. Conteúdo e mensagem, sob o pretexto de que não dão audiência, são itens raros, especialmente, nas grades de programação das emissoras de TV aberta. Na última quinta-feira (26), a estreia da nova temporada de "Amor & Sexo" reforçou que pode ser "um ponto fora da curva" e estabelecer discussões e diálogos interessantes com o público. Já falei sobre o programa comandado por Fernanda Lima em outros textos por aqui e como acho importante que uma atração de TV aberta fale tão livremente sobre temas tão relevantes, mas que ainda são encarados como tabus. A atração já debateu, sem pudores ou preconceitos, sobre orgasmo, identidade de gênero, fetiches e mais uma dezena de assuntos semelhantes. Se não me falha a memória, porém, foi neste primeiro ...

"Amor & Sexo" presta serviço com entretenimento que prega respeito e quebra de tabus

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Divulgação/TV Globo Lançados em 2012, os dois volumes de "O Livro do Amor", escritos pela psicanalista Regina Navarro Lins, trouxeram uma análise sobre a história do amor, do sexo e dos relacionamentos ao longo de cinco mil anos, desde a Pré-História até os dias atuais. Neles, a psicanalista reflete sobre a forma como o afeto e as relações sexuais foram tratados pela sociedade em diversos períodos e, ao mesmo tempo, a autora traça um paralelo com a atualidade para mostrar de que formas esses pensamentos e comportamentos afetaram o jeito de nos relacionarmos com o sexo agora. Entre as diversas reflexões propostas, Regina sempre chama a atenção para a forma como o sexo é, geralmente, encarado pela sociedade, sendo tratado como "sujo", "vergonhoso", algo que não deve ser falado e cujo prazer deve ser "condenável", heranças essas incorporadas a partir de comportamentos antigos.  Por tudo isso, me parece importante que haja um espaço na televis...

"SuperStar" possui ótimo formato, mas precisa aparar as arestas

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A equação de música e interação com o público não é nenhuma novidade na televisão. "Fama", "American Idol", "The Voice", "America´s Got Talent", "The X Factor" e tanto outros surgem aos montes por aí, com algumas experiências bem sucedidas. Levando mais um formato para a telinha, a TV Globo estreou o "SuperStar" com a proposta de lançar uma nova banda no mercado. Com o final da temporada do programa, exibido no último domingo (6), pudemos observar que a meta de trazer músicos de qualidade para a TV aberta deu certo. Mesmo assim, alguns erros ainda precisam ser sanados para que o programa decole ainda mais. A primeira e mais importante qualidade do "SuperStar", sem dúvida nenhuma, é a qualidade das bandas apresentadas. Salvo algumas exceções, o programa apresentou ao público ótimos cantores e instrumentistas dos mais variados gêneros. A diversidade de talentos, proporcionada pelas escolhas do público, mostrou com...

Amor, sexo e religião

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Já disse aqui que acho o programa "Amor & Sexo", da TV Globo, uma boa atração e que admiro o fato de ele discutir questões consideradas tabus até bem pouco tempo. Agora, quero repercutir o quadro "Vai Ter Que Rebolar", que foi ao ar na edição desta quinta-feira (8). Na verdade, não é quadro que está em questão. O formato é divertido e faz com que as pessoas possam pensar em temas diversificados. Quero falar sobre o confronto das opiniões e respostas dadas. Na edição desta semana, o ator e cantor Daniel Boaventura foi o convidado que teria que "rebolar" para responder às perguntas propostas por Fernanda Lima. Porém, desta vez, foram convidados três líderes religiosos para julgá-lo: um padre, um rabino e um reverendo. Em uma das perguntas, Boaventura foi questionado sobre o que faria se conhecesse uma mulher e, após vários encontros, eles resolvessem transar e ela pedisse para ele usar camisinha. Boaventura respondeu que usaria sem qualquer probl...

"Amor & Sexo" diverte muito, mas varia pouco

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Foi-se o tempo em que a TV aberta não tinha nenhum programa que falasse e tratasse o sexo como um assunto corriqueiro na vida das pessoas. Esse cenário começou a mudar com "Amor & Sexo", programa apresentado por Fernanda Lima, na TV Globo, e que teve seu último episódio da temporada exibido nesta quinta-feira (1). Faço aqui um parênteses para dizer que a amiga Verônica Formigoni foi a pauteira deste post. Não vou me ater ao que eu acho que o programa representa para os padrões da televisão porque já fiz isso em outra oportunidade, que você pode conferir aqui . Acho "Amor & Sexo" um achado na programação da TV aberta, pois a atração traz a proposta de tratar o tema sexo sem manter o ar de tabu que ele carrega, querendo tornar o assunto mais natural na vida das pessoas. No último programa da temporada, o casal Susana Vieira e Sandro Pedroso enfrentou a dupla Paola Oliveira e Joaquim Lopes no quadro "Strip Quizz". Além das respostas muito inspir...

"Amor & Sexo" em tempos menos hipócritas

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A TV Globo exibia, há alguns anos, a novela "Páginas da Vida", de Manoel Carlos. No final de cada capítulo do folhetim, era apresentado um depoimento de uma pessoa que tivesse algum momento marcante da vida para contar. Em um deles, uma mulher dos seus 60 e poucos anos apareceu e relatou a primeira vez que atingiu um orgasmo. Isso tinha acontecido aos 43 anos, enquanto se masturbava ouvindo uma música de Roberto Carlos. Até então, essa mulher nunca tinha tido um orgasmo, nem quando era casada. Na época, houve quem "caísse de pau" na novela por exibir um depoimento como esse. A revista Veja fez uma matéria repercutindo com as pessoas o acontecido. O que se via na reportagem eram mães "defendendo a família brasileira" e afirmando que o depoimento feria a "moral e os bons costumes". Uma outra mãe disse: "Meu filho estava na sala. Tivemos que disfarçar, como íamos explicar para ele aquilo?". A apresentadora Sônia Abrão foi outra que critic...