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Mostrando postagens com o rótulo machismo

Reprises de novelas, redes sociais e as mudanças na sociedade

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Fotos: Divulgação/TV Globo As reprises de "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas", na TV Globo e no canal Viva, respectivamente, têm gerado discussões sobre a forma como temas e personagens são apresentados nas tramas, ambas escritas por Manoel Carlos. Relações de trabalho, machismo, assédio e outras questões aparecem na rotina dos moradores do Leblon com duas décadas de distância do espectador de hoje, inserido em outra realidade e observando a evolução dos debates propostos. Por conta disso, surgem críticas ao autor e apontamentos de que essas novelas "envelheceram mal". Não é raro que, durante as exibições dos capítulos, as redes sociais recebam comentários sobre a forma que a empregada Zilda (Thalma de Freitas) é tratada na casa de Helena (Vera Fisher) e como aquela relação de trabalho é considerada inadequada. O comportamento machista de Pedro (José Mayer), minimizado por ele e outros personagens do folhetim, e até um estupro praticado pelo primo ...

"Anitta: Made in Honório" se destaca por transparência de registros e levanta boas discussões

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Divulgação/Netflix Documentários e filmes biográficos sempre levantam discussões sobre a escolha do que é mostrado ao público, visando sempre a conservação de uma imagem pública construída pela figura retratada. Essa tendência ao produto "chapa branca" se acentua quando há interesses familiares envolvidos ou se o próprio personagem faz parte do projeto. "Anitta: Made in Honório", série documental lançada pela Netflix, se diferencia de outras obras do gênero por esconder menos do espectador detalhes que a maioria dos artistas prefere camuflar. O resultado disso é bem positivo para o entretenimento proposto e ainda levanta debates muito pertinentes. Em seis episódios, a série documental segue os passos da cantora Anitta, inserida em uma rotina movimentada de shows, reuniões, ensaios, contato com os fãs e poucas horas de lazer. Acertadamente, a produção divide os registros feitos em capítulos temáticos, o que organiza melhor para o espectador as várias facetas da artis...

"Bom dia, Verônica" eleva patamar de qualidade das séries brasileiras

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Divulgação/Netflix Não é de hoje que a literatura policial serve de inspiração para as séries de TV brasileiras. Adaptações de obras de grandes autores do gênero, como Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia-Roza, levaram para as telas personagens como o advogado Mandrake e o detetive Espinosa, que, com maior ou menor êxito, contribuíram para a construção de um interesse por esse mercado. Faltava, no entanto, uma figura feminina para o grupo, uma mulher complexa inserida em um suspense capaz de hipnotizar os espectadores. Não falta mais. "Bom dia, Verônica", adaptação do livro homônimo de Raphael Montes e Ilana Casoy, coloca as mulheres no foco da narrativa e não faz isso apenas por ter uma protagonista feminina. A série, disponibilizada na plataforma de streaming Netflix, tem o diferencial de mesclar o suspense com uma abordagem relevante sobre as várias violências que são alimentadas, especialmente, pelo machismo. A figura central da história é a escrivã Verônica Torres (Tainá ...

"Big Brother Brasil" e "The Circle" ganham relevância com estímulo a debates oportunos

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Reprodução/TV Globo Confesso que, durante muito tempo, carreguei um preconceito em relação a reality shows como o "Big Brother Brasil", que focam em confinamento e convivência entre participantes. Na verdade, ainda estão longe de ser meus programas favoritos, mas o tempo mostrou que é uma bobagem sem tamanho pensar que o simples fato de acompanhar ou não essas atrações pode fazer parecer que uma pessoa é mais ou menos inteligente. Tinha decidido que não veria o "Big Brother Brasil" neste ano, unicamente pela opção de ficar preso a mais um programa, mas não deu certo. Vi o primeiro dia, depois o segundo, daí o terceiro e já se passaram duas semanas. Bom, não estou arrependido de ter me deixado levar. A vigésima edição do reality está especialmente interessante, muito por conta dos debates que estão sendo suscitados pelo confinamento dos participantes. O tema principal de discussão, que tem repercutido na imprensa e nas redes sociais, está relacionado ao mach...

"The Handmaid´s Tale" explora diferentes perspectivas e entrega segundo ano intenso

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Um regime autoritário, que cerceia liberdades e direitos, prejudica toda uma população, mesmo que, inicialmente, predomine a sensação de que um grupo específico é privilegiado por essa condição. Até mesmo as pessoas envolvidas nesse projeto de governo são lesadas por essa falta de liberdade, ainda que tenham dificuldades para perceber isso. Na segunda temporada de "The Handmaid´s Tale", que terminou na semana passada, diferentes pontos de vista sobre a distopia criada pela autora Margaret Atwood ganham destaque, inclusive o olhar de quem se considera beneficiado pelo sistema. Depois de focar, no primeiro ano, na apresentação dos personagens e do modo de vida em Gilead, o regime totalitário criado a partir de um golpe no governo dos Estados Unidos, "The Handmaid´s Tale" se aprofunda mais nos dilemas dos personagens e, com isso, também, cria novas camadas do sistema que impõe novas regras à população, como uma separação por "castas", a redução do pape...

Em tempo de atrações vazias, "Amor & Sexo" mostra que pode fazer mais do que entreter

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Televisão é essencialmente entretenimento. Seus produtos, como novelas, reality shows e programas de auditório, são pensados para proporcionar diversão aos espectadores que se reúnem na sala. Mas, não precisa ser só isso. Conteúdo e mensagem, sob o pretexto de que não dão audiência, são itens raros, especialmente, nas grades de programação das emissoras de TV aberta. Na última quinta-feira (26), a estreia da nova temporada de "Amor & Sexo" reforçou que pode ser "um ponto fora da curva" e estabelecer discussões e diálogos interessantes com o público. Já falei sobre o programa comandado por Fernanda Lima em outros textos por aqui e como acho importante que uma atração de TV aberta fale tão livremente sobre temas tão relevantes, mas que ainda são encarados como tabus. A atração já debateu, sem pudores ou preconceitos, sobre orgasmo, identidade de gênero, fetiches e mais uma dezena de assuntos semelhantes. Se não me falha a memória, porém, foi neste primeiro ...