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Início atropelado e ausência de protagonista enfraquecem final de "House of Cards"

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Quando o serviço de streaming Netflix confirmou o desligamento do ator Kevin Spacey das funções de protagonista e produtor executivo de "House of Cards", acusado de assédio sexual e conduta abusiva nos bastidores, o cancelamento parecia sacramentado. Logo depois, veio a notícia de que Robin Wright iria assumir o foco da trama na sexta e última temporada, o que gerou dúvidas sobre a forma como os roteiristas iriam fazer para justificar o sumiço de Frank Underwood e o caminho solitário da esposa dele até o episódio final. Com a estreia dos capítulos finais, ficou claro que, apesar da extrema competência da intérprete de Claire Underwood, algo faltou. Depois de um conturbado quinto ano, que culminou na chegada de Claire à presidência dos Estados Unidos, a sexta temporada começa colocando logo o espectador no centro dos acontecimentos causados pela morte de Frank, cujo corpo tinha sido encontrado na ala residencial da Casa Branca. Apesar do falecimento do marido, a president...

"House of Cards" e outras cinco séries que perderam os protagonistas

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Os últimos dias foram de turbulência para a produção de "House of Cards", um dos maiores sucessos do serviço de streaming Netflix. Em meio às acusações de assédio envolvendo Kevin Spacey, o protagonista da série, foi anunciado que a sexta e última temporada, que já estaria sendo executada, seria a última da atração. Mais acusações contra Spacey surgiram na imprensa e, exatamente um dia depois da notícia, uma nova decisão foi anunciada: a produção da última temporada de "House of Cards" estava suspensa por tempo indeterminado. O futuro da série ficou selado alguns dias depois, quando o serviço de streaming anunciou que Spacey não fazia mais parte do elenco e que todos os projetos com o ator, inclusive um filme em pós-produção, tinham sido cancelados. Com a decisão, discute-se, agora, o futuro da atração, que pode ter a morte de Frank Underwood e a centralização das atenções na esposa do personagem, Claire (Robin Wright), como soluções para a continuidade da séri...

Quinto ano de "House of Cards" foca em autopreservação política e ascensão ao poder

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O quinto ano de "House of Cards" era muito esperado, especialmente após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Muito comparado ao presidente da vida real, Frank Underwood (Kevin Spacey) voltou em um cenário parecido ao visto, todos os dias, no noticiário: em um clima de insegurança, divisão e protestos. Há, no entanto, coisas que os diferenciam, a começar pelo inegável carisma do presidente democrata da ficção. Underwood, no entanto, mostra, ao longo da temporada, que possui uma característica que Trump parece não ter: autopreservação política. Depois de criarem o caos e utilizarem os artifícios do terror e da guerra, o casal Underwood começa a temporada enfrentando uma acirrada eleição e tentando superar uma pontual desvantagem, apelando, para isso, a um discurso de ódio e "combate ao inimigo americano", como uma cortina de fumaça para esconder suas reais intenções. Com um discurso incisivo contra as ameaças de um grupo terrorista, ...

Parceria em crise e rastros do passado marcam quarta temporada de "House of Cards"

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Casado há quase 30 anos, Claire (Robin Wright) e Frank Underwood (Kevin Spacey) sempre foram muito mais do que marido e mulher. Desde o início, dava para perceber que, mais do que um casamento, a relação dos dois é um negócio, sustentado pela parceria sólida entre eles. Mas, será que essa união é tão sólida assim, capaz de resistir às tentações provocadas pelo poder? Na quarta temporada de "House of Cards", disponível no Netflix, a maior ameaça ao casal Underwood é o próprio casal Underwood. Em plena campanha para vencer as primárias do partido Democrata, Frank precisa lidar com um grande problema, que começa dentro da própria ala residencial da Casa Branca: seu casamento com Claire. Ávida por influência e poder, para não ficar apenas à sombra do marido, a primeira-dama norte-americana faz questão de construir uma carreira na política e construir autonomia longe de Frank. Para isso, ela decide concorrer a uma vaga no Congresso pelo seu estado natal, o Texas. O desejo d...

Manutenção do poder move protagonistas no terceiro ano de "House of Cards"

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No dicionário, a palavra ambição é definida como um desejo veemente pelo poder. Depois que "House of Cards" estreou no serviço de streaming Netflix e conquistou o público, talvez seja a hora de sugerir uma atualização aos dicionários e incluir, no significado da palavra, um novo verbete: Frank Underwood.  Nesta terceira temporada, já disponível integralmente desde fevereiro, vemos Underwood (Kevin Spacey) já sentado na cadeira de presidente dos Estados Unidos, depois de uma série de golpes e planos arquitetados pelo ambicioso protagonista desde o primeiro ano da série. Agora que se tornou o "commander in chief" do mundo livre, alguns poderiam pensar que o democrata sossegou e iria desfrutar de sua posição e, claro, poder. Mas, todas essas previsões estavam erradas. O congressista que rapidamente chegou à Casa Branca quer mais, muito mais... Não são poucos os desafios de Underwood no topo da democracia norte-americana. Logo de cara, o presidente precisa lidar ...

Protagonistas amorais fazem de "House of Cards" uma série viciante

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Informação é poder. Essa é a máxima que permeia a trama de "House of Cards", série original do serviço de streaming Netflix, que está em sua segunda temporada. Nos primeiros 13 episódios, exibidos no ano passado, somos apresentados a Frank Underwood (Kevin Spacey), um congressista democrata que sonha em fazer parte do governo do presidente Garrett Walker (Michel Gill) e ocupar um lugar de destaque na Casa Branca.  Traído pelo presidente, que havia lhe prometido um cargo de ministro, Frank é obrigado a continuar sendo o líder da maioria no Congresso para, assim, facilitar a vida de Walker no Capitólio. O congressista começa, então, uma corrida sorrateira para derrubar o presidente americano e tomar o poder da nação. Para isso, se associa com a repórter iniciante Zoe Barnes (Kate Mara), cedendo informações dos bastidores do governo e manipulando a jovem a seu bel prazer.  A relação de Underwood e da jornalista evolui para um envolvimento sexual, consentido pela esposa do...