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Texto e personagens continuam sendo pilares fortes para manter "Downton Abbey" em pé

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A aristocracia britânica já viveu momentos gloriosos. Grandes festas, banquetes, muitas obras de arte, joias, empregados. Uma sociedade, no entanto, é feita de mudanças e sujeita a interferências, que podem vir da política, da guerra ou de epidemias. Depois de seis temporadas, a série inglesa "Downton Abbey" dá início ao seu último ano apontando todas as alterações feitas na rotina da família Crawley, mas deixando claro que a história ainda se sustenta por um roteiro bem trabalhado e personagens interessantes.  Na estreia da sexta temporada, que ocorreu no último domingo (20), na Inglaterra, Lord Grantham (Hugh Bonneville) está preocupado com as mudanças que observa na sociedade. Aos poucos, o conde vê que grandes famílias estão tendo que se desfazer de imponentes propriedades e de seus muitos empregados em nome de uma vida mais modesta. "Em 20 anos, não haverá uma casa como essa que não seja uma instituição", diz um aristocrata enquanto observa todos os seus p...

Aristocratas e empregados movimentam trama de "Downton Abbey"

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Que impacto uma família da aristocracia inglesa pode sofrer ao descobrir que o próximo parente na linha sucessória, que herdará um título de conde e uma fortuna, é um advogado de classe média que não se interessa pelos hábitos dos nobres? Esse é o fio condutor de "Downton Abbey", série que finalmente chegou ao Brasil, no último dia 19. O naufrágio do Titanic, em 1912, determina o destino da família Crawley no primeiro episódio da série. Robert Crawley, o conde de Grantham (Hugh Bonneville), está certo de que irá casar sua filha Lady Mary (Michelle Dockery) com Patrick, um primo da família. Como não teve filhos e, na época, as mulheres não tinham direito à herança, o conde arranjou o casamento para que o título, a fortuna e a propriedade Downton ficassem entre os mesmos. Porém, Patrick não sobreviveu ao naufrágio do "navio que não afundava". Os aristocratas, então, se desesperam ao pensar que podiam perder tudo para um parente desconhecido. O medo se justifica...