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Cinco motivos para rever "Vale Tudo" após 30 anos da estreia da novela

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Reprodução/TV Globo "Não me convidaram pra esta festa pobre, que os homens armaram pra me convencer, a pagar sem ver toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer". Em 1988, a música "Brasil", composta por Cazuza e cantada por Gal Costa, anunciava o início do capítulo da novela "Vale Tudo", posteriormente reconhecida como um dos grandes folhetins da teledramaturgia brasileira. Agora, 30 anos depois da estreia, a novela vai voltar ao ar, no canal Viva, o que pode ser pertinente diante do atual cenário político do país. Em 1988, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères propunha uma discussão sobre a corrupção e a falta de ética em um Brasil recém-saído de um período de opressões e do movimento das "Diretas Já", que reivindicou eleições diretas para presidente e deu início a um processo democrático no país.  Na época, "Vale Tudo" já criticava a corrupção brasileira, que passava pelo "jeitinho...

Novos episódios evidenciam desgaste e absurdos de "La Casa de Papel"

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Ao longo dos treze primeiros episódios, a série espanhola "La Casa de Papel" se sustentou pelos absurdos que conduziram a trama. Se, por um lado, isso podia ser considerado o pior defeito da produção, por outro, também se mostrava como uma das poucas qualidades, já que, pelo menos, essa característica conseguia prender o espectador para o episódio seguinte. Com o lançamento da segunda parte da série, formada por nove episódios, ficou evidente que nem mesmo esse aspecto foi mantido. Os últimos episódios de "La Casa de Papel" trazem o desfecho para os planos do Professor (Álvaro Morte) e do grupo de criminosos que invadiu a Casa da Moeda da Espanha. Com o cerco ao mentor do assalto mais apertado, os ladrões têm os conflitos entre si ainda mais agravados. Os atritos internos envolvem, principalmente, Berlim (Pedro Alonso), Tóquio (Úrsula Corberó), Rio (Miguel Herrán) e Nairóbi (Alba Flores). Enquanto isso, do lado de fora, o Professor se desdobra para atrasar o ...

"La Casa de Papel" cai em armadilha do próprio roteiro e abusa da paciência do espectador

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A série espanhola "La Casa de Papel" pode ser considerada o mais recente fenômeno do serviço de streaming Netflix. Lançada sem muito estardalhaço, o suspense sobre um mirabolante assalto à Casa da Moeda da Espanha acabou ganhando muitos espectadores nos últimos tempos e logo passou a dominar os comentários dos espectadores de atrações do gênero, virando, inclusive, memes na internet. Foi esse burburinho que me fez começar a assistir aos treze episódios da primeira temporada, terminada, preciso dizer, com muito custo pouco antes de começar esse texto. Absurdo é a primeira palavra que me surge para descrever a série. E, não estou querendo com ela classificar o sucesso da série, que se tornou uma das mais vistas do catálogo do Netflix. "La Casa de Papel" é uma série absurda no pior sentido. No entanto, curiosamente, é justamente esse absurdo que, além de ser o pior defeito da produção, talvez possa ser considerada a única qualidade da atração, que deve ter a segun...