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Mostrando postagens com o rótulo Ricardo Linhares

Cinco motivos para não perder a reprise da novela "A Indomada"

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Divulgação/TV Globo Uma cidadezinha do litoral do Nordeste, colonizada pelos ingleses no século XIX, onde absolutamente tudo pode acontecer. Essa é a definição de Greenville, um lugar em que hábitos e costumes de brasileiros e britânicos se misturam, criando uma gama de personagens curiosos e engraçados. Além da influência dos fundadores, o município é palco de uma série de acontecimentos inusitados, que vão da aparição de um anjo na praça central até a abertura de uma imensa cratera que só termina do outro lado do mundo. Esse é um resumo do universo criado pelos autores Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares para a novela "A Indomada", que volta ao ar na próxima segunda-feira (30), no canal Viva. O folhetim é um dos melhores representantes do realismo fantástico na televisão brasileira, gênero que já produziu outros sucessos como "Roque Santeiro", "Saramandaia" e "Pedra Sobre Pedra". A criação de uma história com elementos do realismo fantás...

Desfechos atropelados reforçam erros e "Babilônia" termina mais caótica do que começou

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Divulgação/TV Globo "Vamos nós duas, para o fundo do poço, de mãozinhas dadas. Não é para isso que servem as amigas?". A frase, dita pela vilã Beatriz (Glória Pires), logo no primeiro capítulo de "Babilônia", servia para dar uma ideia da relação entre a personagens e sua rival, Inês (Adriana Esteves). Mais de 140 capítulos depois, a novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, chegou ao fim, nesta sexta-feira (28), mostrando que todo o resto da história mergulhou de cabeça nesse poço junto com as vilãs. Caótico, o último capítulo apresentou soluções pobres e rápidas para os personagens, dando a nítida impressão que tudo estava sendo feito no melhor estilo "o último a sair que apague a luz". As principais antagonistas, Inês e Beatriz, por exemplo, foram julgadas e condenadas por seus crimes e passaram a dividir a mesma cela no presídio. Envolvida em um esquema de fuga, Inês é obrigada a levar a rival com ela. Já livres, as duas tê...

"Fera Ferida" e o melhor do realismo fantástico

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Em reprise no canal Viva, "Fera Ferida" vive dias agitados por conta de uma misteriosa água, que "brotou" em uma fonte na cidade de Tubiacanga. O líquido surgiu próximo ao local em que foram enterrados Feliciano (Tarcísio Meira) e Laurinda (Lucinha Lins), que morreram depois de uma perseguição causada pela "febre do ouro" naquele lugar. A fonte, cuja água ficou conhecida como "Xixi de Defunto" pelos moradores da cidade, foi descoberta pelo coveiro Orestes (Cláudio Marzo), que jura poder se comunicar com os mortos e que o líquido é um sinal daqueles que "já passaram dessa para uma melhor". Engarrafada, a água da fonte gerou muita confusão em Tubiacanga, a começar pela solteirona Ilka Tibiriça (Cássia Kiss Magro), que experimentou o líquido e, por isso, perseguiu o cunhado Demóstenes (José Wilker), seminua, pelas ruas da cidade. O próprio perseguido, aliás, também tomou a água e virou o perseguidor da casta Maria dos Remédios (Luiza ...

"Insensato Coração" termina coerente e sem surpresas

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Fim do mistério. O último capítulo de "Insensato Coração", que foi ao ar nesta sexta-feira (19), teve a dose de suspense a que muitos autores recorrem para prender o espectador em frente à TV. Wanda (Natália do Valle) foi a responsável pela morte de Norma (Glória Pires). Querendo livrar o filho Léo (Gabriel Braga Nunes) da prisão, Wanda atirou na técnica em enfermagem que ameaçava o bem estar de seu "filhinho". O amor de Wanda por Léo mostrou-se doente desde o começo, mas chegou ao nível mais alto de loucura. "Insensato Coração" também teve em seu final as boas e velhas punições para os vilões: Eunice (Deborah Evelyn) terminou servindo cafezinho no ateliê em que a filha trabalhava e provou que "pau que nasce torto, morre torto". Cortez (Herson Capri) foi preso, mas aquele não parecia ser um castigo tão ruim para ele, dada a fragilidade do sistema penitenciário que propõe regalias e vantagens para aqueles que têm dinheiro. Léo pagou por seus crime...

Norma se perde na vingança em "Insensato Coração"

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"Insensato Coração" apostou todas as suas fichas, desde o início, na trama de Norma (Glória Pires), a técnica em enfermagem que é enganada por um homem, vai para a cadeia e, depois de posta em liberdade, jura vingança. Meses depois, Norma finalmente teve a oportunidade de concretizar sua vingança, mas se perdeu no meio do caminho. A personagem, nos primeiros capítulos, se apaixonou por Léo (Gabriel Braga Nunes), que pretendia roubar uma quantia em dinheiro que o patrão dela tinha guardado em casa. Quando coloca as mãos na grana, ele desaparece e ela é responsabilizada pelo crime. Depois de passar um tempo na cadeia, Norma se vê livre e decidida a se vingar de Léo. O público pôde acompanhar toda a trajetória de Norma. Os autores, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, optaram por não ocultar do telespectador o crescimento e as mudanças da personagem. Seu "romance" com Léo, sua permanência na cadeia, a mudança de comportamento, seu primeiro crime e o tão esperado encontro...

Teledramaturgia 60: quem era o misterioso Cadeirudo em "A Indomada"?

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Quando comecei a pensar nesta série de posts sobre as cenas marcantes da teledramaturgia nesses últimos anos, procurei lembrar das novelas que mais gostei e, logo me veio à cabeça "A Indomada". Novela de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, a trama se passava em uma fictícia cidade do nordeste do Brasil chamada Greenville. Por ter sido colonizada por ingleses no século XIX, a cidade tinha incorporado alguns hábitos britânicos. Era comum, por exemplo, em pleno sol nordestino, mulheres andarem de casaco de pele. A imigração inglesa também contribuiu com o vocabulário da cidade: expressões como "Oxente, my god!", "Stop", e "Tudo all right" eram frequentes em Greenville. A cidade de "A Indomada", exibida em 1997, era habitada pelas figuras mais curiosas da dramaturgia. Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares resgataram, com isso, o "realismo fantástico" nas novelas, muito utilizado por Dias Gomes e pelo próprio Silva. Tinha homem que vi...