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Cinco motivos para rever "Vale Tudo" após 30 anos da estreia da novela

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Reprodução/TV Globo "Não me convidaram pra esta festa pobre, que os homens armaram pra me convencer, a pagar sem ver toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer". Em 1988, a música "Brasil", composta por Cazuza e cantada por Gal Costa, anunciava o início do capítulo da novela "Vale Tudo", posteriormente reconhecida como um dos grandes folhetins da teledramaturgia brasileira. Agora, 30 anos depois da estreia, a novela vai voltar ao ar, no canal Viva, o que pode ser pertinente diante do atual cenário político do país. Em 1988, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères propunha uma discussão sobre a corrupção e a falta de ética em um Brasil recém-saído de um período de opressões e do movimento das "Diretas Já", que reivindicou eleições diretas para presidente e deu início a um processo democrático no país.  Na época, "Vale Tudo" já criticava a corrupção brasileira, que passava pelo "jeitinho...

Abordagem rasa e texto didático fazem "O Mecanismo" falhar como dramaturgia e reflexão

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Os esquemas de desvios de dinheiro escancarados, nos últimos anos, no Brasil, revelaram operações extremamente organizadas e complexas para repasses irregulares de verbas públicas, formações de cartéis e envios de quantias astronômicas para o exterior. Toda essa complexidade, que espanta os brasileiros a cada nova revelação, passa longe de "O Mecanismo", produção brasileira que estreou a primeira temporada no Netflix. Criada por José Padilha e Elena Soárez, a série inspirada nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, chega ao serviço de streaming com a intenção de desvendar todas as engrenagens do "mecanismo" que movimenta a corrupção do país. Tudo isso, no entanto, só fica na intenção por conta da abordagem superficial do roteiro, que evita a complexidade dos esquemas e se rende ao didatismo para "dar uma aula" sobre o tema. "O Mecanismo" começa focando na rivalidade entre o delegado Marco Ruffo (Selton Mello) e o doleir...

Espaço para séries como "Felizes Para Sempre?" precisa ser maior na TV brasileira

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É curioso como os mercados televisivos se comportam de forma diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, as séries sempre foram um dos produtos mais valorizados dos canais, que reservam o horário nobre de suas programações para exibir produções caprichadas e histórias mais elaboradas. No Brasil, país influenciado pela telenovela, esses programas são "encaixados" na grade do canal em uma segunda linha de shows, que atingem um público mais específico. Nos últimos anos, a TV Globo tem apostado em boas séries e minisséries para "abrir" a programação, mas o canal ainda subaproveita esses produtos e perde ao não valorizá-los mais. "Felizes Para Sempre?", minissérie de Euclydes Marinho que terminou nesta sexta-feira (6), é só mais um exemplo desse cenário. Baseada em um trabalho anterior de Marinho, "Quem Ama Não Mata" (1982), "Felizes Para Sempre?" explora as relações pessoais de um núcleo familiar aparentemente perfeito, mas que escon...