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Danilo Gentili e Rafinha Bastos fazem mais show e menos talk na TV

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A guerra de audiência entre emissoras de televisão ganhou um novo capítulo, há alguns dias, com as estreias dos talk shows "Agora é Tarde" e "The Noite", apresentados, respectivamente, por Rafinha Bastos e Danilo Gentili. Priorizando a comédia, os dois humoristas buscam conquistar o público com um produto que "bebe da fonte" de clássicos programas da televisão norte-americana, mas, em ambos os casos, um detalhe importante, que poderia enriquecer as atrações, não é bem explorado: a condução das entrevistas. Apressado, o novo "Agora É Tarde", da TV Bandeirantes, quis estrear primeiro do que a concorrência. Para comandar a atração, a emissora recorreu a Rafinha Bastos para substituir Danilo Gentili, que foi para o SBT "de mala e cuia". Buscando não perder o público fidelizado na primeira temporada, a Band tratou logo de montar uma equipe e reformular o programa. O que se vê no ar, no entanto, é um produto desengonçado, que ainda preci...

Conversa vai, conversa vem

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Danilo Gentili apresenta o talk show "Agora É Tarde" Se tem um tipo de programa que me chama a atenção na TV são os de entrevistas. Talvez isso tenha a ver com o fato de eu gostar de ouvir o que as pessoas têm a dizer. Mas, para que o papo seja interessante, alguns elementos essenciais precisam estar presentes. O elemento fundamental para um bom programa de entrevistas é, sem sombra de dúvidas, o entrevistador. O talento dele define o fracasso e o sucesso de um programa. Muitas vezes, um entrevistador pode "tirar leite de pedra" e transformar uma conversa monótona em interessante e, para isso, ele precisa saber explorar o entrevistado. Essa característica é o que mais prejudica, por exemplo, o programa "Agora É Tarde" (terças, quartas e quintas-feiras, às 23h45, na Band). Danilo Gentili, que se tornou conhecido por causa do trabalho como comediante, não possui o "jogo de cintura" necessário para segurar uma entrevista. As conversas do pr...

Trinta anos de aviõezinhos, Chaves e programação desregular

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"Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar, do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar". É só essa música começar a tocar, para estarmos avisados: Sílvio Santos vem aí. Na sexta-feira (19), o SBT comemorou 30 anos no ar e, durante o mês de agosto, está exibindo uma série de programas comemorativos. Para iniciar as comemorações do aniversário, o SBT já exibia há alguns meses o especial "Festival SBT 30 anos", um programa que funcionava como uma espécie de túnel do tempo e revisitava atrações e antigas personalidades que passaram pela emissora. Comandado por Patrícia Abravanel, o "Festival" foi um acerto e se mostrou um programa de qualidade, com bons depoimentos e edição caprichada. E, também, quem é que não gosta de relembrar programas do passado? Uma edição especial do programa "Qual É O Seu Talento?" também foi exibida como forma de homenagear a emissora trintona. Artistas da casa mostraram outras facetas talentosas (ou não), cantand...

Amor, revolução e beijo

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Quando estreou, em abril, “Amor e Revolução” já causava polêmica. Militares que envolvidos com a ditadura no Brasil protestaram contra a novela e o autor, Tiago Santiago, que prometia “enfiar no dedo na ferida” ao mostrar cenas de torturas e como eram os tratamentos dados aos subversivos. No capítulo desta quinta-feira (12), o folhetim repercutiu ao exibir o primeiro beijo entre duas mulheres em uma novela brasileira. Quando foi anunciada, achei muito interessante uma novela com essa proposta. Diferentemente de outras produções em que a ditadura militar é um mero pano de fundo para a trama central, aqui ela é o centro das atenções. Todas as ações da novela se desenvolvem a partir dos acontecimentos da época. Em algumas entrevistas dadas antes de “Amor e Revolução” estrear, Tiago Santiago disse que ia fazer um folhetim realista, mas que não deixaria a ficção de lado. Isso permitiria que ele criasse cenas baseadas em eventos importantes da época e, também, pudesse inserir os personagens...