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Cinco motivos para rever "Vale Tudo" após 30 anos da estreia da novela

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Reprodução/TV Globo "Não me convidaram pra esta festa pobre, que os homens armaram pra me convencer, a pagar sem ver toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer". Em 1988, a música "Brasil", composta por Cazuza e cantada por Gal Costa, anunciava o início do capítulo da novela "Vale Tudo", posteriormente reconhecida como um dos grandes folhetins da teledramaturgia brasileira. Agora, 30 anos depois da estreia, a novela vai voltar ao ar, no canal Viva, o que pode ser pertinente diante do atual cenário político do país. Em 1988, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères propunha uma discussão sobre a corrupção e a falta de ética em um Brasil recém-saído de um período de opressões e do movimento das "Diretas Já", que reivindicou eleições diretas para presidente e deu início a um processo democrático no país.  Na época, "Vale Tudo" já criticava a corrupção brasileira, que passava pelo "jeitinho...

Cinco motivos para rever "Celebridade" no Vale a Pena Ver de Novo

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Não importa o tempo, a busca pela fama continua sendo uma questão em qualquer sociedade. Se antes, buscava-se o reconhecimento de capas de revistas, hoje o que se almeja é ser famoso na internet. Por conta disso, a volta de "Celebridade" ao "Vale a Pena Ver de Novo", a partir de segunda-feira (4), pode ressuscitar boas e, até mesmo, engraçadas discussões sobre o tema. Escrita por Gilberto Braga, a novela, levada ao ar entre 2003 e 2004, discute a busca excessiva pela fama, mesmo que em tempos onde as redes sociais ainda não tinham influência e as personalidades da web ainda não eram tão relevantes. Ainda que datada nesse aspecto, o folhetim ainda se mostra atual se pensarmos na relevância da discussão na busca das pessoas em se tornarem "célebres", algumas vezes a qualquer custo e sem méritos. Mas, "Celebridade" não é só um bom folhetim que retrata e até satiriza a busca pela fama. Considerada um sucesso do horário, a trama foi uma das últ...

Desfechos atropelados reforçam erros e "Babilônia" termina mais caótica do que começou

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Divulgação/TV Globo "Vamos nós duas, para o fundo do poço, de mãozinhas dadas. Não é para isso que servem as amigas?". A frase, dita pela vilã Beatriz (Glória Pires), logo no primeiro capítulo de "Babilônia", servia para dar uma ideia da relação entre a personagens e sua rival, Inês (Adriana Esteves). Mais de 140 capítulos depois, a novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, chegou ao fim, nesta sexta-feira (28), mostrando que todo o resto da história mergulhou de cabeça nesse poço junto com as vilãs. Caótico, o último capítulo apresentou soluções pobres e rápidas para os personagens, dando a nítida impressão que tudo estava sendo feito no melhor estilo "o último a sair que apague a luz". As principais antagonistas, Inês e Beatriz, por exemplo, foram julgadas e condenadas por seus crimes e passaram a dividir a mesma cela no presídio. Envolvida em um esquema de fuga, Inês é obrigada a levar a rival com ela. Já livres, as duas tê...

"Insensato Coração" termina coerente e sem surpresas

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Fim do mistério. O último capítulo de "Insensato Coração", que foi ao ar nesta sexta-feira (19), teve a dose de suspense a que muitos autores recorrem para prender o espectador em frente à TV. Wanda (Natália do Valle) foi a responsável pela morte de Norma (Glória Pires). Querendo livrar o filho Léo (Gabriel Braga Nunes) da prisão, Wanda atirou na técnica em enfermagem que ameaçava o bem estar de seu "filhinho". O amor de Wanda por Léo mostrou-se doente desde o começo, mas chegou ao nível mais alto de loucura. "Insensato Coração" também teve em seu final as boas e velhas punições para os vilões: Eunice (Deborah Evelyn) terminou servindo cafezinho no ateliê em que a filha trabalhava e provou que "pau que nasce torto, morre torto". Cortez (Herson Capri) foi preso, mas aquele não parecia ser um castigo tão ruim para ele, dada a fragilidade do sistema penitenciário que propõe regalias e vantagens para aqueles que têm dinheiro. Léo pagou por seus crime...

Gilberto Braga faz mais uma vítima

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Gilberto Braga não resiste. Nos últimos capítulos de "Insensato Coração", novela que escreve em parceria com Ricardo Linhares, o autor decidiu incluir em sua trama um recurso muito utilizado em sua obra. Até o último capítulo na sexta-feira (19), uma pergunta vai flutuar pela trama: quem matou Norma? A trama da personagem de Glória Pires foi, sem sombra de dúvidas, o grande marco de "Insensato Coração". Mesmo que a técnica em enfermagem tenha se perdido um pouco na vingança, os degraus que Norma foi subindo para chegar até Léo (Gabriel Braga Nunes) prenderam a atenção de quem assistiu. Norma é o maior insensato coração da novela. Mesmo dizendo que queria se vingar e humilhar o homem que a enganou, ela cedeu aos encantos dele e fez vista grossa para todos os seus crimes. No capítulo que foi ao ar nesta terça-feira (16), Norma abriu os olhos e descobriu que Léo só queria aplica mais um golpe. O capítulo todo, aliás, foi cercando Norma de pessoas que queriam acabar com...

Norma se perde na vingança em "Insensato Coração"

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"Insensato Coração" apostou todas as suas fichas, desde o início, na trama de Norma (Glória Pires), a técnica em enfermagem que é enganada por um homem, vai para a cadeia e, depois de posta em liberdade, jura vingança. Meses depois, Norma finalmente teve a oportunidade de concretizar sua vingança, mas se perdeu no meio do caminho. A personagem, nos primeiros capítulos, se apaixonou por Léo (Gabriel Braga Nunes), que pretendia roubar uma quantia em dinheiro que o patrão dela tinha guardado em casa. Quando coloca as mãos na grana, ele desaparece e ela é responsabilizada pelo crime. Depois de passar um tempo na cadeia, Norma se vê livre e decidida a se vingar de Léo. O público pôde acompanhar toda a trajetória de Norma. Os autores, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, optaram por não ocultar do telespectador o crescimento e as mudanças da personagem. Seu "romance" com Léo, sua permanência na cadeia, a mudança de comportamento, seu primeiro crime e o tão esperado encontro...

"Vale Tudo": reflexões sobre ética e a falta dela

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Terminou. Leila (Cássia Kiss) matou Odete Roitman (Beatriz Segall), fugiu do país com o marido Marco Aurélio (Reginaldo Faria), que havia desviado uma quantia milionária da empresa em que trabalhava e, ainda, deu uma "banana" para o Brasil assim que o avião decolou. A reprise de "Vale Tudo", que teve seu último capítulo exibido nesta quinta-feira (14), no canal Viva, ficou marcada por todos esses desfechos citados. Para mim, mais do que isso, "Vale Tudo" ficou marcada por ser uma novela que trata de ética e moral o tempo todo. Será que a ética de uma pessoa que "molha" a mão de um guarda, para se livrar de uma multa, é a mesma de uma pessoa que dá um desfalque em uma grande empresa? Ou será que infração é infração, não importa a gravidade do delito? Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, autores da trama, criaram Ivan (Antônio Fagundes) com a função de fazer o telespectador pensar sobre ética no último capítulo. Enquanto que Marco Au...

Sem lenço e sem documento

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Se você é como eu e se interessa de filmes, minisséries, novelas e livros sobre a ditadura militar, não pode deixar de ver "Anos Rebeldes", que desde esta segunda-feira (30) ocupa espaço na grade do canal Viva. Escrita por Gilberto Braga e dirigida por Dennis Carvalho, a minissérie se passa entre os anos de 1964 e 1979 e conta a história de Maria Lúcia (Malu Mader), uma jovem avessa à militância política que se apaixona pelo idealista João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), membro do movimento estudantil e preocupado com as questões sociais. No primeiro capítulo, os personagens são apresentados ainda jovens estudantes de um importante colégio no Rio de Janeiro. João e os amigos procuram personalidades para ministrarem um ciclo de palestras para os alunos e, assim, dão os primeiros passos em direção à militância. Conhecem Orlando Damasceno (Geraldo Del Rey), jornalista com ideais comunistas e que sempre abdicou da vida particular em função de suas convicções políticas. Suas...