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Seis motivos para acompanhar a reexibição de "Avenida Brasil"

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Reprodução/TV Globo A TV Globo confirmou, no fim de semana, que a novela "Avenida Brasil", exibida em 2012 com sucesso, vai ser reapresentada na faixa do "Vale a Pena Ver de Novo" a partir de outubro, sucedendo "Por Amor", clássico de Manoel Carlos que manteve bons índices de audiência no horário. Bastou a notícia ser divulgada pelo jornalista Flávio Ricco e, depois, ser cravada pela emissora para que os fãs do folhetim usassem as redes sociais para comemorar a volta dos moradores do fictício bairro do Divino à programação televisiva. O entusiasmo do público com a reexibição de "Avenida Brasil" é mais do que compreensível. Escrita por João Emanuel Carneiro, a trama foi o último grande fenômeno de repercussão do horário nobre das novelas da emissora. Óbvio que outros sucessos vieram depois, mas, certamente, nenhum deles causou tamanha comoção, o que permitiu que a história entrasse para a lista das mais importante do gênero. Tendo a vin...

"Dupla Identidade" é boa tentativa para consolidação de séries do gênero na TV

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Antes de qualquer coisa, é preciso refletir um pouco sobre o espaço dado aos seriados na televisão brasileira. Com raras exceções, podemos dizer que as séries nacionais ainda vivem no passado, sendo influenciadas majoritariamente pelos sitcons, gênero popular nos anos 90, nos Estados Unidos. "A Grande Família", "Tapas & Beijos" e, até mesmo, "Pé na Cova" beberam dessa fonte, isso só para citar os mais atuais. Séries nos moldes daquelas apresentadas no resto do mundo, especialmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, ainda são desafios para a nossa televisão, também muito influenciada pela linguagem da telenovela. Essa introdução era necessária para falar sobre a estreia de "Dupla Identidade", série de Glória Perez levada ao ar na sexta-feira (19), pela TV Globo. Com apenas o primeiro episódio já exibido, já é possível classificar o seriado como uma boa tentativa de evoluir e se aproximar mais da linguagem do gênero. Mas, ainda há um long...

Após meses de vingança, "Avenida Brasil" termina falando de perdão

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Foram sete meses e 178 capítulos de vingança. Lá no início, Rita (Mel Maia) é abandonada no lixão pela madrasta Carminha (Adriana Esteves) após a morte do pai, Genésio (Tony Ramos). A menina é adotada por uma família e se muda para a Argentina. Anos depois, decide voltar ao Brasil para destruir a vida de Carminha e, assim, fazer justiça com as próprias mãos. No capítulo final de "Avenida Brasil", exibido nesta sexta-feira (19), a trama encerrou sua trajetória exibindo um desfecho oposto ao sentimento que moveu a novela: o perdão. Após o sequestro de Tufão (Murilo Benício), Santiago (Juca de Oliveira) colocou a vida do jogador nas mãos de Carminha, que preferiu impedir os planos do pai, salvando, assim, o ex-marido e Nina/Rita (Débora Falabella). Já entregue à polícia, Carminha confessa que matou o amante Max (Marcelo Novaes), salvando a protagonista novamente, já que a mesma estava em poder de Max na hora do crime. A confissão também inocentou Lucinda (Vera Holtz), que h...

Torcer para quem?

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A mocinha da história faz chantagem com a vilã e pede dinheiro para não revelar um segredo que pode mexer com a vida de muita gente. Não satisfeita, ela exige que a antagonista lhe entregue algumas joias que possui. A partir daí, bico fechado e segredo guardado. Mas, até quando? A descrição acima é um exemplo do embate entre Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves), mocinha e vilã de "Avenida Brasil", novela de João Emanuel Carneiro que a TV Globo exibe no horário das 21 horas. Porém, será que as personagens foram adjetivadas corretamente? Não seria o contrário? A primeira não seria a vilã e a segunda a mocinha? Parece ser essa a vontade do autor: brincar com os estereótipos, trocando os rótulos das personagens. No início, Nina ainda se chamava Rita e tinha que suportar viver no mesmo teto que a madrasta, Carminha. Após um golpe da vilã e da morte do pai, Genésio (Tony Ramos), Rita é abandonada em um lixão pelo amante da madrasta, Max (Marcello Novaes). Lit...

"A Mulher Invisível" não é mais a mesma

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O cinema e a televisão, às vezes, flertam um com o outro. Alguns desses namoros dão frutos muito interessantes. Foi assim com "O Auto da Compadecida", uma série que foi reeditada e transformada em filme, e com "Divã", um longa-metragem que ganhou extensão na TV e acrescentou novas risadas à vida da protagonista Mercedes. Porém, alguns desses flertes nem sempre dão certo. Foi o que aconteceu com "A Mulher Invisível", série exibida na Globo que teve, nesta terça (5), seu final de temporada. Resgatando a ideia usada no filme de Cláudio Torres, mesmo diretor da série, a trama gira em torno da relação que Pedro (Selton Mello) sustenta com Amanda (Luana Piovani), uma mulher que só ele pode ver. Agora casado com Clarice (Débora Falabella), Pedro cria e alimenta Amanda como a ilusão de uma mulher ideal, daquelas que qualquer homem gostaria de ter. Querendo fazer graça com a situação do protagonista, "A Mulher Invisível" da TV nem chega aos pés da vista n...