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"Love, Death + Robots" usa antologia coerente e cheia de personalidade para gerar reflexões

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Seja no cinema ou no universo das séries, criar uma antologia não é tarefa fácil. A reunião de histórias diferentes em torno de um ponto em comum exige planejamento e, especialmente, qualidade na construção e organização dessas tramas, para que todas estejam inseridas de forma coerente no tema ou fio condutor da obra. Apenas por esse motivo, "Love, Death + Robots", série de animação da plataforma de streaming Netflix, merece elogios. Só que, além dessa coerência esperada, o espectador acaba tendo contato com um entretenimento de qualidade, que prende a atenção e provoca reflexões importantes. Produzida por Tim Miller, diretor de "Deadpool", e pelo cineasta David Fincher, de "Clube da Luta" e "Garota Exemplar", "Love, Death + Robots", como o próprio nome diz, reúne 18 histórias diferentes sobre amor, morte e robôs. É injusto, no entanto, ficar apenas com essa breve definição, já que as tramas acabam desenvolvendo outras discussões, q...

Volta de David Letterman mostra que boa conversa ainda tem espaço no mundo sob demanda

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Em meio a uma programação variada, algumas coisas me fazem interromper o ato de zapear pelos canais ou buscar algo para ver nos serviços de streaming e conteúdo sob demanda. Entre essas atrações que prendem a minha atenção, estão as entrevistas, que podem render boas reflexões, trazer informações e despertar curiosidades sobre assuntos ou figuras conhecidas. Durante décadas, um dos entrevistadores que esteve no centro desse universo foi David Letterman, que recebia os mais variados convidados no "The Late Show", programa que, mesmo focado no entretenimento, costumava ser palco de algumas discussões relevantes. Após mais de trinta anos no ar, observando as mudanças do mundo e a proliferação acelerada de programas semelhantes, que vinham apostando mais no show do que no talk, Letterman deixou o formato que o consagrou e passou pouco mais de dois anos em uma "aposentadoria". Agora, ele está de volta com "My Next Guest Needs No Introduction", série especi...

Em tempo de atrações vazias, "Amor & Sexo" mostra que pode fazer mais do que entreter

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Televisão é essencialmente entretenimento. Seus produtos, como novelas, reality shows e programas de auditório, são pensados para proporcionar diversão aos espectadores que se reúnem na sala. Mas, não precisa ser só isso. Conteúdo e mensagem, sob o pretexto de que não dão audiência, são itens raros, especialmente, nas grades de programação das emissoras de TV aberta. Na última quinta-feira (26), a estreia da nova temporada de "Amor & Sexo" reforçou que pode ser "um ponto fora da curva" e estabelecer discussões e diálogos interessantes com o público. Já falei sobre o programa comandado por Fernanda Lima em outros textos por aqui e como acho importante que uma atração de TV aberta fale tão livremente sobre temas tão relevantes, mas que ainda são encarados como tabus. A atração já debateu, sem pudores ou preconceitos, sobre orgasmo, identidade de gênero, fetiches e mais uma dezena de assuntos semelhantes. Se não me falha a memória, porém, foi neste primeiro ...