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Mostrando postagens com o rótulo Netflix

Riqueza do folclore brasileiro compensa problemas criativos de "Cidade Invisível"

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Divulgação/Netflix E se personagens do folclore brasileiro fossem inseridos em uma trama contemporânea, que mistura elementos sobrenaturais e de mistério a uma discussão oportuna sobre preservação do meio ambiente? A ideia é tão boa que não dá para entender como ninguém pensou nisso antes da estreia de "Cidade Invisível", série do diretor Carlos Saldanha disponível na Netflix. A iniciativa de reapresentar as lendas aos brasileiros e introduzi-las para os gringos é tão louvável que alguns problemas criativos que acompanham a história são facilmente desculpados. A trama de "Cidade Invisível" começa com a morte de Gabriela (Julia Konrad), que ajuda na defesa de uma floresta ameaçada por uma empreiteira e dos moradores de uma comunidade que vive naquela região. O assassinato, que ocorreu em circunstâncias misteriosas, mobiliza o policial ambiental Eric (Margo Pigossi), marido da vítima. Obcecado em encontrar o culpado, ele começa a investigar quem poderia estar ligado a...

"Lupin" acerta com narrativa em tom de homenagem e carisma de Omar Sy

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Divulgação/Netflix Dar novas formas e características a histórias clássicas talvez seja a forma mais óbvia de adaptá-las para um contexto mais atual. Os criadores de "Lupin", série francesa disponível no catálogo da Netflix, escolheram outro caminho ao fazerem da produção uma homenagem ao personagem Arsène Lupin, o famoso "Ladrão de Casaca", criado pelo escritor Maurice Leblanc, e conseguiram com isso um resultado mais inspirado e interessante, também alcançado graças ao carisma do ator Omar Sy, escolhido para o papel de protagonista. Nos cinco episódios da primeira temporada de "Lupin", conhecemos Assane Diop (Sy), um ladrão especialista em disfarces que planeja um roubo ao Museu do Louvre, em Paris. O foco da empreitada é um colar que vale milhões e pertence à família Pellegrini, que afirma ter recuperado a joia após a mesma ter sido roubada de um cofre anos antes. Além da incrível habilidade de se disfarçar e interpretar personagens, Diop ainda conta co...

"Bridgerton" é passatempo com personagens carismáticos e pouca criatividade

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Divulgação/Netflix Quando acessamos os catálogos dos serviços de streaming, nem sempre procuramos séries elaboradas, com tramas e personagens complexos. Muitas vezes, só estamos atrás de um entretenimento leve, uma história simples que nos faça embarcar em uma maratona. Para quem está nessa busca, "Bridgerton", a primeira produção com assinatura de Shonda Rhimes para a Netflix, pode ser uma boa escolha, mesmo com um problema criativo que impede a série de ir além. Inspirada em uma série de livros da autora Julia Quinn, "Bridgerton" é ambientada na Inglaterra do século 19 e tem início com a apresentação de jovens debutantes à sociedade. Na abertura da temporada de bailes e eventos sociais, quem mais se destaca é Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), que chama a atenção de pretendentes e da rainha Charlotte (Golda Rosheuvel), que vê na garota a candidata ideal a esposa do príncipe Friederich (Freddie Stroma). Ao contrário do costume da época, Daphne quer escolher um noi...

"Anitta: Made in Honório" se destaca por transparência de registros e levanta boas discussões

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Divulgação/Netflix Documentários e filmes biográficos sempre levantam discussões sobre a escolha do que é mostrado ao público, visando sempre a conservação de uma imagem pública construída pela figura retratada. Essa tendência ao produto "chapa branca" se acentua quando há interesses familiares envolvidos ou se o próprio personagem faz parte do projeto. "Anitta: Made in Honório", série documental lançada pela Netflix, se diferencia de outras obras do gênero por esconder menos do espectador detalhes que a maioria dos artistas prefere camuflar. O resultado disso é bem positivo para o entretenimento proposto e ainda levanta debates muito pertinentes. Em seis episódios, a série documental segue os passos da cantora Anitta, inserida em uma rotina movimentada de shows, reuniões, ensaios, contato com os fãs e poucas horas de lazer. Acertadamente, a produção divide os registros feitos em capítulos temáticos, o que organiza melhor para o espectador as várias facetas da artis...

Cinco minisséries para maratonar no fim de semana e uma para evitar

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Fotos: Divulgação As minisséries têm ganhado cada vez mais destaque no mercado de entretenimento e no gosto dos espectadores. Na esteira do crescimento das séries, essas produções também se fortaleceram nos últimos anos, especialmente quando pensamos na qualidade dos roteiros, escolha dos elencos e até na relevância das discussões propostas por trabalhos do gênero. Produções como "Chernobyl", "Olhos que Condenam" e "Years & Years", para ficar restrito a algumas, apresentaram ótimas dramaturgias associadas a fatos ou discussões políticas e sociais que merecem nossa atenção. Outro fator incentiva a preferência das pessoas pelas minisséries (ou séries limitadas, como são chamadas lá fora). Fazendo parte de uma sociedade que parece não ter tempo a perder, acelerada e ansiosa, muitos procuram formatos de entretenimento curtos, com histórias que se resolvem em poucos episódios e não se arrastam por várias temporadas. Seja pela vontade de apreciar um produto ...

Trio feminino sustenta melhor e mais polêmica temporada de "The Crown"

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Divulgação/Netflix Filmes e séries com temática histórica ou biográfica costumam render discussões e polêmicas, especialmente quando não há um controle criativo das figuras retratadas. De certa forma, é esperado que isso aconteça, afinal, a dramaturgia permite e até exige certas liberdades e imprecisões para resultar em um produto mais atrativo para o público. "The Crown", série da Netflix, sobre a reinado da rainha Elizabeth II, chega ao ápice dessas reações na quarta temporada, especialmente por conta da proximidade dos acontecimentos abordados e da qualidade do roteiro, amparado na força de três personagens femininas. Ambientados na década de 80 e no início dos anos 90, os novos episódios começam com a formação do governo de Margaret Thatcher (Gillian Anderson), personagem que é uma das bases da temporada. No posto de primeira-ministra, após uma vitória do Partido Conservador nas eleições, a política enfrenta problemas econômicos, como altos índices de desemprego e inflaçã...

"Bom dia, Verônica" eleva patamar de qualidade das séries brasileiras

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Divulgação/Netflix Não é de hoje que a literatura policial serve de inspiração para as séries de TV brasileiras. Adaptações de obras de grandes autores do gênero, como Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia-Roza, levaram para as telas personagens como o advogado Mandrake e o detetive Espinosa, que, com maior ou menor êxito, contribuíram para a construção de um interesse por esse mercado. Faltava, no entanto, uma figura feminina para o grupo, uma mulher complexa inserida em um suspense capaz de hipnotizar os espectadores. Não falta mais. "Bom dia, Verônica", adaptação do livro homônimo de Raphael Montes e Ilana Casoy, coloca as mulheres no foco da narrativa e não faz isso apenas por ter uma protagonista feminina. A série, disponibilizada na plataforma de streaming Netflix, tem o diferencial de mesclar o suspense com uma abordagem relevante sobre as várias violências que são alimentadas, especialmente, pelo machismo. A figura central da história é a escrivã Verônica Torres (Tainá ...

"The Umbrella Academy" melhora narrativa e dribla desgaste da fórmula

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Divulgação/Netflix Uma história bem contada, com acontecimentos amarrados e boas construções de personagens, é capaz de fazer o espectador relevar eventuais deslizes e embarcar mais facilmente na proposta do produto. A melhora considerável da narrativa de "The Umbrella Academy" na segunda temporada é um exemplo claro disso. Com episódios mais bem estruturados do que no primeiro ano, a série da Netflix consegue escapar do desgaste e se manter interessante. Depois de fugir do apocalipse de 2019, provocado pelos poderes de Vanya (Ellen Page), os irmãos Hargreeves viajam no tempo para anos diferentes da década de 60. Cabe a Número Cinco (Aidan Gallagher) descobrir que os membros da "The Umbrella Academy" levaram o fim do mundo para 1963. Ele decide, então, procurar os irmãos e restabelecer a ordem da linha temporal. Por terem chegado aos anos 60 em momentos diferentes, cada um dos personagens estabeleceu uma nova vida naquele período. A trajetória mais interessante é a ...

Temporada final de "Dark" justifica escolhas do roteiro e não se perde ao amarrar tramas

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Divulgação/Netflix A ficção científica alemã "Dark" se apresentou, desde o início, como um labirinto de mistérios, teorias e incertezas, que foi capaz de prender os espectadores em becos sem saída e caminhos repetidos por conta da complexidade da história. Não por acaso, a série fez diversas referências ao mito grego de Ariadne, a filha do rei de Tebas que se apaixonou por Teseu. Tentando provar seu heroísmo, Teseu se ofereceu para enfrentar o Minotauro que vivia no labirinto construído do Dédalo. Antes da tarefa, ele recebeu da apaixonada Ariadne uma espada e um novelo de linha, para que encontrasse o caminho de volta. Além das citações, "Dark" incorporou na trama o recurso do fio que servia para orientação, que estava na caverna que abrigava os portais para as viagens no tempo. Com o lançamento dos episódios da terceira e última temporada, é possível perceber que o mito grego inspirou ainda mais o roteiro. Antes de tudo, é preciso dizer que não dá para f...

"Coisa Mais Linda" mantém discurso relevante, mas apresenta tramas de pouco movimento

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Divulgação/Netflix As mensagens transmitidas pelas trajetórias das personagens de "Coisa Mais Linda" são, desde a primeira temporada, a base de sustentação da história e representam a principal contribuição que a atração pode dar para quem assiste. O relevante discurso feminista é a força da produção e tem a capacidade de provocar inspiração, as mulheres, inclusive, têm mais propriedade para falar disso. No segundo ano da série, lançado recentemente na Netflix, isso não muda, mas os novos episódios deixam claro que é preciso investir mais em dramaturgia. "Coisa Mais Linda" começa a segunda temporada com Malu (Maria Casadevall) se recuperando do tiro que levou de Augusto (Gustavo Vaz) no réveillon. Ela é informada que Lígia (Fernanda Vasconcellos), a melhor amiga, não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque do marido machista. Essa, no entanto, não é a única descoberta que a protagonista faz em 1960, depois da traumática virada de ano. Pedro (Kiko Berth...

Perguntas que "Dark" precisa responder na terceira e última temporada

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Divulgação/Netflix O drama alemão "Dark" é daquelas séries que deixam mais dúvidas do que responde perguntas para o espectador ao final de cada temporada. É esperado, no entanto, que o terceiro e último ano da produção, que chega à plataforma de streaming Netflix no dia 27 de junho, apare as arestas da ficção científica e esclareça as questões que ficaram pendentes nos episódios anteriores. Ao mesmo tempo em que diverte, "Dark" é um entretenimento que não acaba com os episódios. As dúvidas geram curiosidades que estimulam conversas entre amigos, pesquisas na internet e a elaboração de teorias sobre os desfechos reservados para o final da série. Conceitos de tempo são desenvolvidos a partir do desaparecimento de um garoto, em uma pequena cidade alemã. Depois disso, a narrativa hipnotizante mostra as ligações entre passado, presente e futuro, além da interferência de pessoas e objetos nesses períodos. O "Paradoxo de Boostrap", citado em alguns epi...