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Final preguiçoso não valoriza boa trama central e "A Regra do Jogo" termina enfraquecida

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Divulgação/TV Globo "Vocês não conseguem entender a abrangência do meu projeto político? Não conseguem entender que gente como eu, como nós, não pode ficar à mercê dessa politicalha que está aqui no país? Não sabe que a gente não pode ficar à mercê dessas leis que só protegem a bandidagem, que só protegem a canalhas?". Esse discurso foi feito por Gibson (José de Abreu), o milionário de aparente reputação ilibada que se revelou o chefe de uma organização criminoso, criada com a justificativa de corrigir os problemas do Brasil e apresentar uma solução à nossa sociedade.  Pode parecer coisa de novela, mas a fala de Gibson, o Pai da facção de "A Regra do Jogo", folhetim que terminou nesta sexta-feira (11), na TV Globo, se parece com os argumentos de muitas figuras da sociedade brasileira atual, que justificam corrupção, condutas antiéticas e outros desvios de caráter com o discurso de estarem "pensando no país e ajudando o povo a combater o verdadeiro in...

Um sofisticado quebra-cabeça chamado "O Rebu"

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O mistério costuma render bons argumentos para prender a atenção do espectador de uma novela. A prática foi concretizada nos folhetins com Janete Clair, que mobilizou o país para revelar o assassino do empresário Salomão Hayala de "O Astro". Avançando mais no tempo, Sílvio de Abreu criou um thriller no horário nobre da TV Globo e deixou o público aguçado para descobrir quem era o assassino do horóscopo chinês e qual seria "A Próxima Vítima" do misterioso bandido. Antes disso, ainda, Gilberto Braga e Aguinaldo Silva deixaram uma pergunta nos últimos capítulos de "Vale Tudo": Quem matou Odete Roitman? E esses são apenas alguns exemplos da relação entre as novelas e o suspense. No meio de tudo isso, lá em 1974, o autor Bráulio Pedroso decidiu criar uma novela cuja ação se passava durante uma festa e o mistério de um corpo que é encontrado na piscina da mansão do empresário e anfitrião Conrad Mahler (Ziembinski). O folhetim começa sem que a vítima seja id...

O tempo não passou no Largo do Arouche

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A Magda continua burra, o Caco continua odiando pobre, a Cassandra continua esnobe e o Vavá continua na "pindaíba". Parece que os personagens do humorístico "Sai de Baixo" jamais saíram do ar e que o Largo do Arouche se manteve o mesmo 11 anos após o fim do programa. Com a mesma atmosfera que marcou esse sucesso, o canal Viva decidiu produzir quatro novos episódios do "Sai de Baixo" para comemorar o aniversário de três anos da emissora. E a empreitada provou que um projeto bem-sucedido do passado pode ser reeditado no presente. No primeiro novo episódio do programa, que foi ao ar nesta terça-feira (11), a empregada Neide Aparecida (Márcia Cabrita) ficou rica, após processar uma ex-patroa e exigir seus direitos. Com o dinheiro, ela decide reunir os personagens no antigo apartamento da família, localizado no Largo do Arouche, em São Paulo. Cassandra (Aracy Balabanian) é a primeira que chega para o encontro, após sofrer nas mãos de uma tia muquirana. Vav...

"Guerra dos Sexos" soou antiga e exagerada

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Remakes ou adaptações de novelas que fizeram sucesso no passado são complicados. Sempre há cobranças e comparações em torno da nova versão. Também é fundamental que a trama passe por uma atualização, para não ficar datada. Sucessos recentes, como "Ti Ti Ti" e "O Astro", foram modernizadas e conquistaram o gosto do público de hoje. Tentando seguir o mesmo caminho, Sílvio de Abreu decidiu refazer "Guerra dos Sexos", novela originalmente exibida em 1983. O último capítulo da nova versão foi exibido na sexta-feira (26) e, nesse caso, a refilmagem não empolgou. No final de "Guerra dos Sexos", depois de passarem a novela inteira disputando a herança deixada pelos tios, Charlô (Irene Ravache) e Otávio (Tony Ramos) finalmente confessam o amor que sentem um pelo outro. Quando tudo parece acertado, surgem Dominguinho e Altamiranda (também interpretados por Irene e Tony), primos portugueses que reivindicam parte da fortuna. Com isso, uma nova "gue...

Tom de homenagem tira responsabilidade de recriar cena clássica de "Guerra dos Sexos"

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Quem acompanha e gosta de televisão já viu, mesmo que ainda não tivesse nascido. Se bem que, até quem não gosta de televisão deve ter visto. A cena em que os primos Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro) fazem da mesa do café da manhã um campo de batalha é uma das mais reprisadas da TV e se tornou um clássico de "Guerra dos Sexos", novela de Sílvio de Abreu produzida em 1983. No primeiro dia de outubro, a guerra entre os primos foi declarada novamente com a estreia da nova versão da novela, também assinada por Abreu. Mesmo modernizada, a "Guerra dos Sexos" continua com o mesmo mote: Otávio e Charlô (agora Tony Ramos e Irene Ravache) recebem uma herança de seus tios homônimos, os personagens que protagonizaram a primeira versão. O testamento determina, no entanto, que os primos devem ser sócios pelo resto de suas vidas, já que não podem vender os bens para ninguém que não seja da família. Como são os únicos parentes, eles têm que dividir o comando d...