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Temporada final de "Dark" justifica escolhas do roteiro e não se perde ao amarrar tramas

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Divulgação/Netflix A ficção científica alemã "Dark" se apresentou, desde o início, como um labirinto de mistérios, teorias e incertezas, que foi capaz de prender os espectadores em becos sem saída e caminhos repetidos por conta da complexidade da história. Não por acaso, a série fez diversas referências ao mito grego de Ariadne, a filha do rei de Tebas que se apaixonou por Teseu. Tentando provar seu heroísmo, Teseu se ofereceu para enfrentar o Minotauro que vivia no labirinto construído do Dédalo. Antes da tarefa, ele recebeu da apaixonada Ariadne uma espada e um novelo de linha, para que encontrasse o caminho de volta. Além das citações, "Dark" incorporou na trama o recurso do fio que servia para orientação, que estava na caverna que abrigava os portais para as viagens no tempo. Com o lançamento dos episódios da terceira e última temporada, é possível perceber que o mito grego inspirou ainda mais o roteiro. Antes de tudo, é preciso dizer que não dá para f...

Perguntas que "Dark" precisa responder na terceira e última temporada

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Divulgação/Netflix O drama alemão "Dark" é daquelas séries que deixam mais dúvidas do que responde perguntas para o espectador ao final de cada temporada. É esperado, no entanto, que o terceiro e último ano da produção, que chega à plataforma de streaming Netflix no dia 27 de junho, apare as arestas da ficção científica e esclareça as questões que ficaram pendentes nos episódios anteriores. Ao mesmo tempo em que diverte, "Dark" é um entretenimento que não acaba com os episódios. As dúvidas geram curiosidades que estimulam conversas entre amigos, pesquisas na internet e a elaboração de teorias sobre os desfechos reservados para o final da série. Conceitos de tempo são desenvolvidos a partir do desaparecimento de um garoto, em uma pequena cidade alemã. Depois disso, a narrativa hipnotizante mostra as ligações entre passado, presente e futuro, além da interferência de pessoas e objetos nesses períodos. O "Paradoxo de Boostrap", citado em alguns epi...

"The Rain" não traz nada de novo, mas consegue estimular maratona

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Divulgação/Netflix A iniciativa da plataforma de streaming Netflix em buscar parcerias para oferecer conteúdos de vários países, para alimentar a avidez dos assinantes por séries interessantes e diversas, carrega duas características principais. Se, por um lado, essa necessidade de aumentar o catálogo do serviço resulta em um grande número de produções médias e não tão originais, por outro, permite que o público "treine" o olhar e entre em contato com materiais e outras línguas e culturas. Dentre as opções disponíveis, "The Rain", série produzida na Dinamarca, acabou chamando atenção de muitos espectadores nas últimas semanas, mesmo não apresentando nada de novo. Na primeira temporada, a produção começa a contar a história sobre uma misteriosa chuva que cai e mata todas as pessoas expostas a ela. Tentando salvar a família, um cientista protege os filhos Simone (Alba August) e Rasmus (Lucas Lynggaard Tønnesen) dentro de um bunker e, em seguida, some com a justi...

"Westworld" entrega fim de temporada instigante e "explode a cabeça" do espectador

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Você já questionou a natureza da sua realidade? Acredita na liberdade das suas escolhas? Ou será que você está preso em uma narrativa já determinada por uma "força maior"? Depois do sucesso da primeira temporada, "Westworld" demorou dois anos para voltar ao ar e, nesse tempo, o público esperava que todas as respostas deixadas nos primeiros episódios fossem respondidas. Bom, as explicações até vieram, mas o grande trunfo da segunda temporada, que terminou neste domingo (24), com certeza, são as dúvidas deixadas pela história, que servem para alimentar a curiosidade do espectador. Depois de ampliar o universo da série, revelando novos aspectos do parque, "Westworld" cumpriu com as expectativas de criar novos enigmas. O segundo ano começou com a aguardada revolução das inteligências artificiais criadas por Robert Ford (Anthony Hopkins). Enquanto executivos da empresa que controla o parque tentam conter os anfitriões, que adquiriram "consciência...

"Westworld" volta com promessa de ampliar universo e criar novos enigmas

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"Prazeres violentos têm finais violentos". A frase explica bem a apresentação da segunda temporada de "Westworld", série de ficção científica da HBO que, depois de quase um ano e meio, voltou ao ar neste domingo (22). Depois de um primeiro ano que serviu para contextualizar a trama e estabelecer os conflitos entre os personagens, a produção parece disposta, nessa nova leva de episódios, a ampliar os atritos entre os humanos e as inteligências artificiais, criando, inclusive, novos enigmas para o espectador. Baseada na obra literária de Michael Crichton e em um filme homônimo, bem fraco inclusive, lançado em 1973, a série mostrou, no primeiro ano, um parque temático criado para satisfazer os desejos mais profundos das pessoas, com promessas, inclusive, de proporcionar experiências únicas. No principal cenário do parque, os hóspedes, que pagam fortunas para estar ali, são incluídos em narrativas de western que, geralmente, envolvem crimes violentos e íntimas vo...

"Altered Carbon" desperdiça potencial apelando ao folhetim e perde tempo com tramas paralelas

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Dizem que a morte é a única certeza da vida, mas, no mundo futurista de "Altered Carbon", esse destino é praticamente improvável. A humanidade arrumou uma forma de driblar a morte e atingir a eternidade. Para isso, a consciência de uma pessoa é armazenada em um cartucho, implantado na coluna vertebral, que, assim como um HD externo, armazena memórias e informações para serem transferidos para outro corpo. O avanço permite que as pessoas vivam para sempre, apenas trocando de "capa", como são chamados os corpos, sempre que necessário. A única forma de morte real é se o cartucho que armazena as informações for danificado. Toda essa tecnologia, no entanto, tem um preço, o que faz com que os mais ricos sejam os maiores beneficiados. Às classes mais baixas, resta apenas a possibilidade de um acordo com os mais abastados e autoridades para conseguirem uma nova "capa", além, é claro, de rezar para não terem o cartucho danificado. A religião, aliás, também é...

Nova ficção científica de J.J. Abrams estreia morna, mas pode melhorar

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J.J. Abrams parece ter uma obsessão com ficções científicas. Depois de algumas incursões do gênero na televisão e no cinema, o criador de "Lost" volta à TV para tratar das relações entre humanos e androides em "Almost Human", série que teve seu primeiro episódio exibido na última quinta-feira (28), aqui no Brasil. A série se passa no ano de 2048 e começa com os policiais comandados por John Kennex (Karl Urban) sendo emboscados por um grupo de bandidos denominados Insindicato. No embate, o detetive perde seu parceiro e a perna. Depois de um período de reabilitação, ele é chamado pelo departamento de polícia para voltar à ativa. Sob o comando da capitã Sandra Maldonado (Lili Taylor), Kennex é obrigado, agora, a adotar um androide como parceiro, robôs conhecidos como MX, que primam pela lógica e são isentos de sentimentos. Avesso às regras, o detetive opta por trabalhar com um DRN, uma versão mais obsoleta dos androides, conhecida por todos como "maluca...

"Under The Dome" tem desafio de ser mais do que uma ficção científica

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Quais são as consequências de viver isolado do mundo? Como as pessoas reagiriam se fossem privadas do convívio com o resto da população? Que reações o isolamento pode causar ao ser humano? Todas essas questões são levantadas com o primeiro episódio de "Under The Dome", que estreia hoje (4) no Brasil. Baseada na obra de Stephen King, a série começa com o misterioso surgimento de uma redoma em volta da cidade interiorana de Chester´s Mill, um local aparentemente pacato. O episódio começa apresentando Barbie (Mike Vogel), um homem que parece esconder muitos segredos. Depois de enterrar um homem na floresta, ele é surpreendido pelo aparecimento da redoma e, por causa dela, não consegue deixar a cidade. Logo, a população da cidade é atingida pelo acontecimento, que provoca acidentes e deixa muitas pessoas feridas, já que ninguém sabe que a barreira é intransponível. Alertada sobre um carga suspeita que chega, com frequência a Chester´s Mill, a jornalista Julia Shumway (Rach...