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Mostrando postagens com o rótulo folhetim

Cinco motivos para não perder a reexibição de "Mulheres Apaixonadas"

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Crédito das fotos: Divulgação/Reprodução/TV Globo Identificado como um autor de abordagem naturalista, Manoel Carlos é, vez ou outra, acusado de elitismo. Por sempre ambientar as histórias no Leblon, bairro de classe média alta da zona sul do Rio de Janeiro, o novelista é alvo de críticas sobre a profundidade dos conflitos criados para os personagens, pessoas com vidas financeiramente confortáveis e distantes da realidade da maior parte dos brasileiros. Não sou nem louco de achar que as diferenças sociais não interferem na forma como as pessoas encaram os problemas da vida, é claro que esse é um fator a ser considerado. Mas, honestamente, não concordo com esse olhar sobre o trabalho do autor. Maneco, como é conhecido na área, está interessado em sentimentos, identificação, catarse e conscientização quando escreve suas novelas. Com a sensibilidade que só um escritor tem, ele entende que os conflitos amorosos, familiares, financeiros e morais fazem parte do dia a dia de qualquer ser huma...

"Bom Sucesso" e "Amor de Mãe" resgatam o prazer de ver boas novelas

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Reprodução/TV Globo É injusto dizer que o gênero tem sido totalmente desinteressante, mas o fato é que a produção de novelas andava bem desregular e, com algumas exceções, parecia perdida em repetições narrativas e vítima de textos que "mastigam" demais as histórias para torná-las mais fáceis de serem aceitas por um público com cada vez mais opções de entretenimento, como a internet e os serviços de streaming. No entanto, duas tramas no ar atualmente fogem a essas características: "Bom Sucesso" e "Amor de Mãe", exibidas pela TV Globo. Falemos primeiro da novela escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, que entra na última semana de exibição no horário das 19 horas. "Bom Sucesso" trouxe, desde o início, uma trama com inspirações reais que, ao mesmo tempo, convidou o público a mergulhar no fértil e infinito mundo da literatura. Os livros foram explorados ao longo de toda a história, tanto para o desenrolar da narrativa quanto para estimular...

Seis motivos para acompanhar a reexibição de "Avenida Brasil"

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Reprodução/TV Globo A TV Globo confirmou, no fim de semana, que a novela "Avenida Brasil", exibida em 2012 com sucesso, vai ser reapresentada na faixa do "Vale a Pena Ver de Novo" a partir de outubro, sucedendo "Por Amor", clássico de Manoel Carlos que manteve bons índices de audiência no horário. Bastou a notícia ser divulgada pelo jornalista Flávio Ricco e, depois, ser cravada pela emissora para que os fãs do folhetim usassem as redes sociais para comemorar a volta dos moradores do fictício bairro do Divino à programação televisiva. O entusiasmo do público com a reexibição de "Avenida Brasil" é mais do que compreensível. Escrita por João Emanuel Carneiro, a trama foi o último grande fenômeno de repercussão do horário nobre das novelas da emissora. Óbvio que outros sucessos vieram depois, mas, certamente, nenhum deles causou tamanha comoção, o que permitiu que a história entrasse para a lista das mais importante do gênero. Tendo a vin...

65 Anos de Novelas - Dez folhetins que renovaram o gênero na última década

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O ano de 2016 marca o aniversário de 65 anos da exibição das telenovelas no Brasil, uma trajetória que começou em dezembro de 1951, com a exibição de "Sua Vida me Pertence" na TV Tupi. Desde então, o formato, que caiu nas graças do público, foi se transformando. No início, eram apenas dois capítulos por semana e, por não existir o recurso do videotape, os folhetins eram exibidos ao vivo. Depois disso, vieram as tramas diárias, inauguradas por "25499-Ocupado", e muitas outras inovações, que deram origem a folhetins emblemáticos, como "Roque Santeiro", "Vale Tudo", "A Próxima Vítima", "Laços de Família" e "Senhora do Destino". Por conta dessa data, comecei a pensar no que escrever. Lembrei que, há cinco anos, fiz uma postagem sobre as melhores novelas já feitas. Para não me repetir, já que a opinião não mudou muito nesse período, decidi que iria elencar quais foram, na última década, os folhetins que trouxeram a...

Velho Chico eleva padrão do gênero e se firma como um grande folhetim da TV

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Divulgação/TV Globo Foram, no mínimo, impecáveis os últimos capítulos de "Velho Chico", novela de Benedito Ruy Barbosa com direção de Luiz Fernando Carvalho. De fato, o adjetivo "impecável" é um dos mais recorrentes para classificar a atual trama das 21 horas da TV Globo que, é bem verdade, não conquistou definitivamente as atenções do público do horário e, já passada mais da metade de sua duração, dificilmente o fará.  Repleta de clichês folhetinescos, "Velho Chico" consegue, mesmo utilizando ganchos e tramas recorrentes do gênero, cativar pelo belo tratamento dado ao produto. O texto de Barbosa é um dos mais ricos da trajetória do autor na televisão e não são raros os capítulos que não tenham, pelo menos, um diálogo marcante ou emocionante. Soma-se a isso a postura do diretor artístico da trama, que sempre trabalha como um co-criador e imprime sua estética caprichosa, fugindo da tradicional função de apenas cumprir o que diz o texto. Desde o i...

"Boogie Oogie" foi novelão rasgado com qualidades e defeitos

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Divulgação/TV Globo Em meio a discussões sobre o futuro da teledramaturgia e tentativas de inovar o gênero para prender a atenção do público, "Boogie Oogie", novela que ocupou o horário das seis da TV Globo nos últimos sete meses, veio com a proposta de valorizar o bom e velho novelão, que usa e abusa de clichês para cativar a audiência. Com o último capítulo levado ao ar nesta sexta-feira (6), a trama de Rui Vilhena deixou marcas positivas, como sua agilidade e bons personagens, mas, por outro lado, também foi prejudicada por enredos repetitivos e arrastados.  Assim como no primeiro capítulo, o final da trama começou com os preparativos para um casamento, desta vez de Sandra (Isis Valverde) e Rafael (Marco Pigossi). Com o vestido de noiva manchado após um acidente doméstico, a protagonista é obrigada a sair para comprar vinagre, o que removeria a mancha. Na rua, ela é abordada por Pedro (José Loreto), que sequestra a mocinha. Enquanto todos esperam a noiva na praia, e...