"Sete Vidas" contraria novelas tradicionais e coloca beleza do cotidiano em evidência
Divulgação/TV Globo Há quem diga que uma novela não dá certo se não trouxer alguns elementos básicos, como um casal apaixonado que sofre meses de idas e vindas para ficar junto, um vilão marcante e responsável pela maior parte das "viradas da história" ou, até mesmo, cenas rápidas que dão agilidade à narrativa. Quem acompanhou a novela "Sete Vidas", de Lícia Manzo, nos últimos meses, percebeu que qualquer "fórmula" conceituada para estruturar um folhetim televisivo "caiu por terra". Com uma trama naturalista, que focou em conflitos do cotidiano e personagens distantes de qualquer estereótipo, a autora fugiu do habitual e presenteou o público com uma bela obra audiovisual. "Sete Vidas" trouxe a história de Miguel (Domingos Montagner), um homem atormentado por traumas do passado e que nunca conseguiu estabelecer uma vida sólida. Vivendo um relacionamento conturbado com Lígia (Débora Bloch), ele decide largar tudo para se aventurar ...