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"(Des)encanto" e outras animações que não são indicadas para crianças

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Era uma vez uma princesa que precisa se casar para cumprir um acordo e salvar o reino da falência. Esse até poderia ser o começo de um conto de fadas, se não fosse o fato de que a heroína em questão quase sempre está bêbada e sob efeito de entorpecentes. Como se não bastasse, ela ainda é acompanhada por um demônio e um duende exilado. Pelo breve resumo, já deu pra perceber que a trama de (Des)encanto, nova série de Matt Groening, não tem as crianças como público-alvo. Com os episódios disponíveis no serviço de streaming Netflix, a animação conta a história de Teabeanie, uma princesa que se sente desajustada desde a morte da mãe, a rainha Dagmar. Ela foi criada pelo pai, o rei Zog, e a madrasta, a rainha Oona, e tem o casamento acertado por um acordo comercial que pode salvar o reino de Dreamland. A união, no entanto, é frustrada pelos modos da princesa, que não obedece a regras e passa os dias alcoolizada. Na época do casamento frustrado, Bean, como é chamada pelos amigos e famil...

A volta de "Digimon" e a necessidade de bom entretenimento para as crianças

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Já não sou criança há algum tempo e, talvez, seja natural eu sentir que os desenhos animados da minha infância eram melhores que os atuais. Saudosismo? Pode até ser um pouco, mas, de fato percebo que a qualidade do que é oferecido para crianças e adolescentes é bem inferior às produções mais antigas. Tenho primos que têm entre 4 e 11 anos e, vez ou outra, tenho a oportunidade de acompanhar o que eles assistem na infância deles. O que enxergo nessas oportunidades são desenhos com histórias pouco elaboradas, rasos, com uma estética estranha e que flertam com a escatologia. Por esse cenário, fiquei curioso quando li notícias sobre a volta de "Digimon Adventure", série que estreou no final dos anos 90 e que, agora, ganha novos episódios pouco mais de 15 anos depois. O motivo? Homenagem? Nostalgia? Modernização da franquia? Confesso que esse último aspecto é o que eu mais temia. E, qual foi a minha surpresa quando decidi matar a minha curiosidade e, por que não, ceder a uma c...

"Looney Tunes" cedem ao politicamente correto e ficam chatos

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Os Looney Tunes estão de volta, mas é uma pena que esse retorno não possa ser comemorado. Você que é saudosista e curtia as antigas aventuras de Pernalonga e companhia, tenha calma. "The Looney Tunes Show" nada lembra os clássicos desenhos que fizeram parte da infância de muita gente. Nesses novos episódios, que estrearam neste domingo (7), no Cartoon Network, Pernalonga não mora mais na floresta, vive numa casa no subúrbio, dirige um carro e pede comida japonesa para o jantar. O bordão "O que é que há, velhinho?" continua o mesmo, mas o resto em nada lembra o antigo desenho. Agora, o personagem é responsável e não foge mais das armadilhas do Hortelino Troca-Letras. Patolino bem que tenta manter o espírito malandro, mas não consegue. O grande conflito do primeiro episódio foi a relação de amizade entre os dois. Para participar de um programa de televisão, Pernalonga e Patolino têm que provar que conhecem um ao outro e que são melhores amigos. Patolino, porém,...