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65 Anos de Novelas - Dez folhetins que renovaram o gênero na última década

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O ano de 2016 marca o aniversário de 65 anos da exibição das telenovelas no Brasil, uma trajetória que começou em dezembro de 1951, com a exibição de "Sua Vida me Pertence" na TV Tupi. Desde então, o formato, que caiu nas graças do público, foi se transformando. No início, eram apenas dois capítulos por semana e, por não existir o recurso do videotape, os folhetins eram exibidos ao vivo. Depois disso, vieram as tramas diárias, inauguradas por "25499-Ocupado", e muitas outras inovações, que deram origem a folhetins emblemáticos, como "Roque Santeiro", "Vale Tudo", "A Próxima Vítima", "Laços de Família" e "Senhora do Destino". Por conta dessa data, comecei a pensar no que escrever. Lembrei que, há cinco anos, fiz uma postagem sobre as melhores novelas já feitas. Para não me repetir, já que a opinião não mudou muito nesse período, decidi que iria elencar quais foram, na última década, os folhetins que trouxeram a...

"Meu Pedacinho de Chão" é a prova de que a televisão pode e deve arriscar

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Em tempos em que se discutem os caminhos que a novela deve tomar para manter-se atual e agradando o público, Benedito Ruy Barbosa e Luiz Fernando Carvalho, respectivamente autor e diretor de "Meu Pedacinho de Chão", folhetim das seis que terminou na sexta-feira (1), na TV Globo, mostraram que o gênero pode apresentado ao público de uma maneira incomum, inspiradora e extremamente bela, apontando que ainda há formas e histórias a serem exploradas pela telenovela. Abordando temas como política, alfabetização, saúde e cultivo da terra na área rural de um Brasil estilizado, "Meu Pedacinho de Chão" centrou-se na história do menino Serelepe (Tomás Sampaio), que chega à vila de Santa Fé "sem eira nem beira" e passa a viver nas ruas. O garoto conhece Pituca (Geytsa Garcia) e ambos tornam-se amigos. Só que o menino "levado" é perseguido pelo prefeito da cidade das Antas (Ricardo Blat), o que o faz viver fugindo pela região. A proximidade com Pituca fa...