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"ZeroZeroZero" destrincha funcionamento de engrenagens que movem narcotráfico mundial

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Divulgação/Amazon Prime Video  Além de contar com o interesse do público pela figura de Pablo Escobar, "Narcos" se beneficiou dos nomes que fazem parte do elenco e de uma robusta divulgação para se transformar em um sucesso. A produção virou uma referência entre as séries que tratam do narcotráfico e até ganhou uma atração derivada, "Narcos México". Quem gostou dessas produções pode se interessar ainda mais por "ZeroZeroZero", que não conta com os mesmos recursos e fica quase escondida no catálogo da Amazon Prime Video. Com oito episódios na primeira temporada, inspirados no livro homônimo de Roberto Saviano, "ZeroZeroZero" retrata o funcionamento do mercado da cocaína no mundo, como ele movimenta grupos aparentemente distintos e as consequências desse envolvimento para cada um deles. O ponto de partida da série é um conflito que envolve a máfia da Calábria, na Itália, liderada por Don Minu (Adriano Chiaramida). Esperando pelo próximo carregament...

"Bridgerton" é passatempo com personagens carismáticos e pouca criatividade

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Divulgação/Netflix Quando acessamos os catálogos dos serviços de streaming, nem sempre procuramos séries elaboradas, com tramas e personagens complexos. Muitas vezes, só estamos atrás de um entretenimento leve, uma história simples que nos faça embarcar em uma maratona. Para quem está nessa busca, "Bridgerton", a primeira produção com assinatura de Shonda Rhimes para a Netflix, pode ser uma boa escolha, mesmo com um problema criativo que impede a série de ir além. Inspirada em uma série de livros da autora Julia Quinn, "Bridgerton" é ambientada na Inglaterra do século 19 e tem início com a apresentação de jovens debutantes à sociedade. Na abertura da temporada de bailes e eventos sociais, quem mais se destaca é Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), que chama a atenção de pretendentes e da rainha Charlotte (Golda Rosheuvel), que vê na garota a candidata ideal a esposa do príncipe Friederich (Freddie Stroma). Ao contrário do costume da época, Daphne quer escolher um noi...

Melhores séries e minisséries de 2020

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Fotos: Divulgação Quem respeitou as regras de isolamento social e se preocupou com a saúde do próximo, encontrou nas séries uma ótima forma de fugir um pouco do peso que essa rotina impôs. Entre as horas de trabalho e os demais afazeres da rotina doméstica, muita gente descobriu nessas produções a melhor forma de lazer e uma tentativa de minimizar os efeitos desse maçante 2020, que está chegando ao fim. Não foram poucas as boas opções de séries e minisséries que chegaram aos canais de TV e aos serviços de streaming nesse ano. Para manter a tradição das listas desse período, reuni as 12 melhores produções do gênero desse 2020 que pareceu interminável. Algumas, inclusive, foram exercícios de memória por terem ido ao ar no início do ano, que dá a impressão de ter sido em outra década. Vamos a elas: 12) Sex Education (Netflix) Para lidar com a realidade de 2020, só mesmo com boas risadas e elas surgem facilmente com "Sex Education". Lá no início do ano, a plataforma de streaming ...

"Anitta: Made in Honório" se destaca por transparência de registros e levanta boas discussões

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Divulgação/Netflix Documentários e filmes biográficos sempre levantam discussões sobre a escolha do que é mostrado ao público, visando sempre a conservação de uma imagem pública construída pela figura retratada. Essa tendência ao produto "chapa branca" se acentua quando há interesses familiares envolvidos ou se o próprio personagem faz parte do projeto. "Anitta: Made in Honório", série documental lançada pela Netflix, se diferencia de outras obras do gênero por esconder menos do espectador detalhes que a maioria dos artistas prefere camuflar. O resultado disso é bem positivo para o entretenimento proposto e ainda levanta debates muito pertinentes. Em seis episódios, a série documental segue os passos da cantora Anitta, inserida em uma rotina movimentada de shows, reuniões, ensaios, contato com os fãs e poucas horas de lazer. Acertadamente, a produção divide os registros feitos em capítulos temáticos, o que organiza melhor para o espectador as várias facetas da artis...

Cinco minisséries para maratonar no fim de semana e uma para evitar

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Fotos: Divulgação As minisséries têm ganhado cada vez mais destaque no mercado de entretenimento e no gosto dos espectadores. Na esteira do crescimento das séries, essas produções também se fortaleceram nos últimos anos, especialmente quando pensamos na qualidade dos roteiros, escolha dos elencos e até na relevância das discussões propostas por trabalhos do gênero. Produções como "Chernobyl", "Olhos que Condenam" e "Years & Years", para ficar restrito a algumas, apresentaram ótimas dramaturgias associadas a fatos ou discussões políticas e sociais que merecem nossa atenção. Outro fator incentiva a preferência das pessoas pelas minisséries (ou séries limitadas, como são chamadas lá fora). Fazendo parte de uma sociedade que parece não ter tempo a perder, acelerada e ansiosa, muitos procuram formatos de entretenimento curtos, com histórias que se resolvem em poucos episódios e não se arrastam por várias temporadas. Seja pela vontade de apreciar um produto ...

Trio feminino sustenta melhor e mais polêmica temporada de "The Crown"

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Divulgação/Netflix Filmes e séries com temática histórica ou biográfica costumam render discussões e polêmicas, especialmente quando não há um controle criativo das figuras retratadas. De certa forma, é esperado que isso aconteça, afinal, a dramaturgia permite e até exige certas liberdades e imprecisões para resultar em um produto mais atrativo para o público. "The Crown", série da Netflix, sobre a reinado da rainha Elizabeth II, chega ao ápice dessas reações na quarta temporada, especialmente por conta da proximidade dos acontecimentos abordados e da qualidade do roteiro, amparado na força de três personagens femininas. Ambientados na década de 80 e no início dos anos 90, os novos episódios começam com a formação do governo de Margaret Thatcher (Gillian Anderson), personagem que é uma das bases da temporada. No posto de primeira-ministra, após uma vitória do Partido Conservador nas eleições, a política enfrenta problemas econômicos, como altos índices de desemprego e inflaçã...

"Bom dia, Verônica" eleva patamar de qualidade das séries brasileiras

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Divulgação/Netflix Não é de hoje que a literatura policial serve de inspiração para as séries de TV brasileiras. Adaptações de obras de grandes autores do gênero, como Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia-Roza, levaram para as telas personagens como o advogado Mandrake e o detetive Espinosa, que, com maior ou menor êxito, contribuíram para a construção de um interesse por esse mercado. Faltava, no entanto, uma figura feminina para o grupo, uma mulher complexa inserida em um suspense capaz de hipnotizar os espectadores. Não falta mais. "Bom dia, Verônica", adaptação do livro homônimo de Raphael Montes e Ilana Casoy, coloca as mulheres no foco da narrativa e não faz isso apenas por ter uma protagonista feminina. A série, disponibilizada na plataforma de streaming Netflix, tem o diferencial de mesclar o suspense com uma abordagem relevante sobre as várias violências que são alimentadas, especialmente, pelo machismo. A figura central da história é a escrivã Verônica Torres (Tainá ...