Chicago Fire termina temporada com promessa de boa continuidade

Séries que retratam o trabalho de policiais são comuns na televisão americana e surgem com certa frequência. Buscando mostrar o dia a dia de uma outra corporação, a série "Chicago Fire" trouxe certo frescor à telinha ao abordar a rotina do corpo de bombeiros de Chicago. Mesclando diversos estilos de histórias, a série foi bem-sucedida e chegou ao final de sua primeira temporada no último dia 22 de maio com a promessa de um bom próximo ano.
Costurada pelos mais diversos (e impressionantes) casos atendidos pelos bombeiros e paramédicos do esquadrão, a trama foca em Casey (Jesse Spencer), o tenente do batalhão que perde um grande amigo em uma missão e começa a entrar em conflito com Severide (Taylor Kinney). Em um relacionamento com Hallie (Teri Reeves), Casey desperta a paixão de Gabriela Dawson (Monica Raymund), uma das paramédicas do esquadrão.
No final da temporada, Casey está traumatizado pela morte de Hallie, em um incêndio na clínica em que ela trabalhava. Ao mesmo tempo, Gabriela termina seu relacionamento com o cadete Peter Mills (Charlie Barnett), após a descoberta de um episódio envolvendo a mãe do bombeiro novato e Boden (Eamonn Walker), o chefe do batalhão.
Os problemas dos membros da corporação precisam ficar de lado após um chamado para apagar o incêndio em uma prisão de segurança máxima. Dentro da cadeia, todos precisam enfrentar obstáculos para cumprir com a missão. Quem mais sofre com a tarefa é Herrmann (David Eigenberg), que vira refém de bandidos interessados em aproveitar o fogo para fugir. A tensão da paramédica Shay (Lauren German) em saber se conseguiu engravidar de Severide também é tema do último episódio.
"Chicago Fire" é uma série que conta vários tipos de histórias e, por isso, tem potencial para agradar a diversos tipos de públicos. Ação, comédia, drama e suspense são ingredientes presentes nessa mistura. Os casos atendidos pelos bombeiros dão um toque especial, prendendo a atenção do espectador.
Algumas das tramas apresentadas chamaram a atenção na temporada. O conflito entre Casey e Voight (Jason Beghe), um detetive corrupto da polícia de Chigado rendeu bons momentos e deu origem ao spin-off "Chicago PD", ainda sem data de estreia na TV americana. O drama ética do bombeiro Cruz (Joe Minoso), que fingiu não ver chefe de uma gangue em meio a um incêndio, e a história do passado do pai de Peter Mills na corporação também se destacaram.
Sobre o elenco, não há grandes interpretações em "Chicago Fire". Mesmo assim, todos os atores cumprem bem suas funções, com destaque para Jesse Spencer, Monica Raymund, Eamonn Walker e Lauren German. Taylor Kinney tem um bom personagem mas, algumas vezes, parece engessado no papel de líder do esquadrão.
"Chicago Fire" fez sucesso em sua primeira temporada e, se continuar sabendo dosar diversos gêneros narrativos, pode agradar ainda mais. A promessa de um segundo ano mais eletrizante sempre fica... veremos se a qualidade será mantida e se a trama continuará prendendo a atenção de quem assiste.
 

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